Nesta quarta-feira (18), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou bem claro que vai “brigar” para garantir a isenção do Imposto de Renda (IR) para aqueles que recebem até R$ 5 mil por mês. A afirmação foi feita durante o encontro entre os líderes sindicais e o presidente. O petista também disse que “os ricos vão pagar mais”.
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“Nesse país quem paga imposto de renda de verdade é quem tem holerite. O pobre que ganha hoje R$ 3 mil paga mais proporcionalmente em relação a quem ganha R$ 100 mil. Eu tenho uma briga com o economista do PT que diz ‘Lula, se fizermos uma invenção de R$ 5 mil é metade da arrecadação do país'”, disse Lula.
Luiz Inácio também afirmou que será necessário que ele tenha uma discussão com o Congresso Nacional, além de uma mobilização da sociedade para aprovar a medida.
“É preciso mobilização do povo brasileiro para mudar uma vez na vida a política tributária para colocar o pobre no orçamento da União e o rico no imposto de renda para ver se a gente arrecada o suficiente para fazer política social neste país”, finalizou o presidente.
Atualmente, o governo federal isenta cidadãos brasileiros que possuem doenças graves de pagar o Imposto de Renda, mas apenas quando a fonte dos rendimentos da pessoa portadora da doença forem de aposentadorias ou pensões.
Nesta mesma reunião, o presente conversou com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho e os líderes sindicais sobre o reajuste do salário mínimo que deveria ter subido para R$ 1.320, mas acabou sendo fixado em R$ 1.302.
Isso aconteceu porque o ex-presidente Jair Bolsonaro editou uma Medida Provisória (MP), no final do ano passado, que reajustou o salário mínimo de acordo com a previsão da inflação feita pelo Ministério da Economia. Subindo o valor de R$ 1.212 para R$ 1.302.
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Lula aproveitou para anunciar a criação de um grupo que deverá elaborar uma política permanente de valorização do salário mínimo. Ele afirmou que o grupo tem 45 dias, prorrogável por mais 45 dias, para apresentar uma proposta.
Luiz Marinho, disse que se houver reajuste no salário mínimo, será apenas em maio. Por enquanto o valor ficará em R$ 1.302.
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