Categorias: Sem categoria

Medida Provisória nº 1.227/2024 perde parcialmente a validade

Hoje, 12 de junho de 2024, foi publicado o Ato Declaratório do Presidente da Mesa do Congresso Nacional nº 36/2024, que rejeitou os incisos III e IV do artigo 1º e os artigos 5º e 6º da Medida Provisória nº 1.227/2024. Esta medida limitava a compensação de créditos de PIS e Cofins (não-cumulativo), restringia o ressarcimento de PIS/Cofins e estabelecia regras para fruição de benefícios fiscais.

Com a rejeição parcial, as empresas do regime não cumulativo voltam a poder utilizar os créditos de PIS e Cofins na compensação com outros tributos administrados pela Receita Federal, incluindo débitos de natureza previdenciária (compensação cruzada). Além disso, o ressarcimento e a compensação de valores referentes a créditos presumidos das contribuições voltam a ser possíveis. Os efeitos da rejeição são retroativos, aplicando-se desde a data da edição da Medida Provisória (4 de junho de 2024).

As demais regras estabelecidas na MP nº 1.227/2024 continuam válidas, incluindo a obrigação de declarar benefícios fiscais à Receita Federal do Brasil (RFB) e o cumprimento de requisitos de regularidade para ter direito a esses benefícios. Também permanece válida a delegação de julgamentos dos processos administrativos de ITR aos municípios e ao Distrito Federal.

Impacto positivo para empresas

A Confirp Contabilidade, representada por seu diretor tributário Welinton Mota, acredita que a rejeição parcial da MP é positiva para as empresas, pois a medida provisória original criava uma série de dificuldades. “A Receita estava limitando a compensação de créditos de PIS e Cofins das empresas do lucro real, permitindo apenas a compensação de PIS e Cofins. Muitas empresas que ingressaram com a ‘Tese do Século’ têm uma reserva altíssima e vinham compensando com demais impostos federais, mas a Receita vinha tentando limitar de todas as formas,” afirmou Mota.

Para Mota, o impacto da MP original era significativo, pois impedia as empresas de compensar adequadamente os créditos de PIS/Cofins, prolongando o tempo de compensação. Com a rejeição dos dispositivos, as empresas podem retomar a compensação cruzada, aliviando as preocupações com a gestão de créditos tributários.

Enquanto a MP nº 1.227/2024 ainda requer regulamentação em alguns pontos, a rejeição parcial já traz um alívio para o setor empresarial. “Essa medida provisória terá uma regulamentação em breve, mas o impacto para as empresas já está sendo sentido de forma positiva. Precisamos de clareza para evitar penalidades desnecessárias para as empresas,” concluiu Mota.
 

A rejeição parcial da MP do PIS/Cofins está sendo vista como uma vitória para o setor empresarial, que agora espera ajustes adicionais que possam minimizar ainda mais os impactos negativos e proporcionar maior clareza sobre as obrigações fiscais. 

loureiro

Postagens recentes

Entradas extras de dinheiro ajudam famílias a reduzir dívidas e retomar controle das contas

Valores recebidos fora da renda mensal têm sido usados para quitar pendências, aliviar juros e…

13 horas atrás

Reforma tributária muda o cálculo do Simples Nacional e acende alerta para pequenas empresas

Novo conceito de "receita bruta" inclui taxas, juros e receitas acessórias, exigindo atenção dos escritórios…

14 horas atrás

Atenção, aposentados! INSS define as datas de pagamento de junho. Confira!

Autarquia vai injetar recursos na economia para mais de 39 milhões de pessoas no país

14 horas atrás

Inscrições para o Enem 2026 estão abertas. Confira prazos e novidades

As provas estão marcadas para os dias 8 e 15 de novembro. Veja o cronograma…

15 horas atrás

Receita paga hoje o maior lote de restituição do IR da história

1º lote tem R$ 16 bilhões liberados para oito milhões de contribuintes

16 horas atrás

Prazo para envio de sugestões ao Regulamento do IBS é prorrogado

Entidades representativas têm até as 18h do dia 15 de junho para submeter suas contribuições…

17 horas atrás