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MEI: Como montar uma microcervejaria artesanal

Nosso país é um dos maiores consumidores de cerveja do mundo, perdendo apenas para os Estados Unidos e a China. Porém, a cerveja artesanal, produto que tem ganhado cada vez mais amantes e que caiu nas graças dos brasileiros, representa apenas 1% da produção total do setor cervejeiro do Brasil, de acordo com dados da Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE).

O professor do Curso Online UOV Como Montar uma Microcervejaria e Produzir Cerveja Artesanal, Adonay Anthony, contextualiza que as cervejas artesanais têm ganhado destaque no mercado nos últimos anos, seja pela diversidade dos aromas, cores e sabores, seja pelo cuidado exigido no processo de produção que agrega muito mais qualidade à bebida.

O que é uma cerveja artesanal?

Uma cerveja artesanal é uma cerveja feita de forma cuidadosa, com ingredientes selecionados e por profissionais cervejeiros que se dedicam a todo o processo de fabricação. Mas, não confunda: toda cerveja caseira é artesanal, mas nem toda cerveja artesanal é caseira. Existe produção industrializada em larga escala de cervejas artesanais, o que não significa que ela perca sua característica artesanal. Como dito, o processo de fabricação de cerveja artesanal é diferenciado, pois é milimetricamente acompanhado, desde as escolhas minuciosas dos ingredientes até a formação dos aromas, cores e sabores do produto final.

Um estudo recente do SEBRAE teve como objetivo identificar as oportunidades e características desse ramo cervejeiro, com orientações e aspectos do processo de produção, máquinas, embalagens e exemplos de boas práticas.

Confira a seguir algumas das dicas apresentadas por esse estudo:


– A diferença entre os mais diversos produtos é, basicamente, o tipo de ingrediente utilizado. Além dos obrigatórios, definidos em decreto, é possível usar uma variedade extensa de opções, que darão sabor, aroma e características peculiares à cerveja produzida.

– a escolha dos ingredientes deve ser muito rigorosa, inclusive a água utilizada no processo faz diferença no resultado final de fabricação da cerveja. Não é coincidência que muitas microvervejarias propositalmente se localizam em cidades serranas, próximas a fontes de água pura.

– varie os sabores e tipos de bebida oferecidos por sua microcervejaria. Enquanto, os grandes produtores fabricam, majoritariamente, a cerveja do tipo pilsen (a famosa “loura”), a cerveja artesanal se apresenta, normalmente, nas formas dunkel (escura), red ale (“ruiva” ou do tipo “bock”), weizenbier (de trigo), entre outras. A variação de tipos vem da adição de produtos específicos, como malte torrado ou caramelizado.

– fique atento às alterações nos processo de maturação (maior ou menor) e de fermentação (alta ou baixa, ou feita duas vezes);

– permaneça em constante aprendizado, fazendo cursos e participando de capacitações e eventos relacionados à indústria cervejeira.

– as cervejas artesanais são refrescantes. Tanto a clara como a escura são turvas por não serem filtradas, restando no fundo da garrafa um pouco de depósito, para que, no final, você possa sentir o que a cerveja tem de melhor;

– a cerveja sai pronta da fábrica. Não pede, portanto, envelhecimento. Quanto mais jovem for consumida, melhor será seu sabor. A duração média é de 90 dias. No caso do chope, dura em média 10 dias.

– o rótulo é um dos pontos importantes para a comercialização de sua cerveja, haja vista que eles são os responsáveis pelo primeiro contato com o consumidor e ainda ajudam na diferenciação do seu produto com os demais.

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Ricardo de Freitas

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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