Sustentabilidade: Melhora o retorno de longo prazo e mitiga riscos nos investimentos

A Trígono Capital, gestora de fundos referência em small caps, adota o conceito de ESG (sigla em inglês de melhores práticas ambientais, sociais e de governança) como parte integral de sua estratégia de investimento.

A sustentabilidade é essencial para mitigar riscos e melhorar o retorno de longo prazo.

A gestora não investe em empresas cujos acionistas ou dirigentes foram envolvidos de forma comprovada em corrupção ou que promovam danos ao meio ambiente, produzam tabaco (no Brasil não há mais empresa listada desse setor), armas, gerem energia térmica a partir de carvão mineral ou tenham histórico de más práticas de governança e ações sociais negativas.

Além disso, a Trígono participa ativamente nos processos de indicação e eleição de membros independentes a conselhos de administração e fiscal, participando de assembleias – inclusive presencialmente – e buscando apoio de outros investidores.

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Um exemplo da importância da sustentabilidade é a análise do comportamento das ações das quatro maiores empresas de minério de ferro no mundo, usando as cotações em dólar entre 30/12/2018 (antes da tragédia de Brumadinho) e 30/06/2020:

  • Fortescue Metals (Austrália): +149,4%
  • Rio Tinto (anglo-australiana): +5,4%
  • BHP (anglo-australiana): +5,5%
  • Vale: -17,7%

“A Vale e sua subsidiária Samarco tiveram recentemente duas gravíssimas ocorrências de natureza ambiental”, destaca Werner Roger, gestor da Trígono Capital.

“Alocar recursos humanos e financeiros ao meio ambiente não é despesa, mas sim investimento. É como se fosse um seguro para reduzir riscos e evitar problemas no longo prazo além de ajudar a nossa mãe natureza, retribuindo todos os recursos necessários para manutenção da vida, como o oxigênio, água, recursos minerais e energéticos”.

Práticas sustentáveis

A Vale não faz parte da carteira dos fundos da Trígono Capital.

Como exemplo, ao contrário da Vale envolvida em duas tragédias ambientais, Companhia de Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa) que atua em mineração e atende empresas do setor siderúrgico e que também tem suas receitas vinculadas a moedas estrangeiras, mas que é uma referência em práticas ambientais, apresentou uma valorização de suas ações de 183% nos últimos 10 anos.

No mesmo período, as ações da Vale valorizaram 75%. Em 20 anos, a diferença foi ainda maior.

As ações da  Ferbasa renderam 6.848%, mais que o dobro do que a Vale, que rendeu 3.302% em duas décadas, apesar de seu gigantismos e considerada uma empresa de excelente rentabilidade operacional e baixos custos.

O uso de energia limpa é outro fator determinante em sua estratégia de investimento.

Mais uma vez citamos a Ferbasa como exemplo, pois este é um dos seus principais insumos, mas de natureza limpa baseada em geração hidroelétrica e eólica. 

A Ferbasa empresa dispõe ainda de 65 mil hectares de florestas, dos quais 26 mil de eucaliptos e o restante com vegetação nativa, com a mata de preservação muito acima do exigido.

A madeira produzida em suas florestas é utilizada na produção de carvão vegetal, em substituição do coque de origem mineral, traduzindo-se num produto final, ferrosilício considerado verde, ou o mais ecológico do mundo, enquanto o maior produtor mundial de ferrosilício, a China, se utiliza principalmente de energia térmica de carvão e também o redutor coque de origem fóssil e que contribui muito negativamente para geração de CO2 e seu efeito estufa.  

Clientes da Ferbasa que utilizam suas ligas, ajudam a melhorar o meio ambiente e que proporcionam uma menor pegada de carbono em seus produtos e também de seus clientes, favorecendo toda cadeia de produção no esforço de reduzir os impactos do efeito estufa e ajudar a nossa querida mãe-natureza, a quem tanto devemos.

Durante sua trajetória, Werner Roger desenvolveu sua metodologia de investimento ao trabalhar com grandes investidores institucionais, que consideram essencial o ESG. 

Antes de criar a Trígono, durante oito anos, foi gestor da estratégia small caps de investidores como fundos soberanos e endowments, bastante ativos nas questões relacionados a ESG e formadores de opinião.

A Vale, novamente como um mau exemplo, foi excluída dos investimentos de um fundo soberano, um dos maiores investidores do mundo, devido os problemas ambientais e sociais provocados em suas operações.

A Trígono Capital é uma gestora de recursos independente, especializada em small caps.

Gabriel Dau

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