Militares distribuirão mais de 12 mil cestas básicas aos Yanomami

A partir de hoje, militares das Forças Armadas brasileiras – Aeronáutica, Exército e Marinha – retomam a distribuição de alimentos destinados às aldeias situadas no interior da Terra Indígena Yanomami, localizada em Roraima e em uma parte da região amazônica.

Mais de 12 mil cestas básicas, que foram disponibilizadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), serão transportadas nos próximos dias, para enfrentar a situação de emergência em saúde pública e insegurança alimentar, conhecida como Operação Yanomami.

Cestas

Cada cesta básica contém até 21,5 quilos e é composta por arroz, leite em pó integral, farinha de mandioca, castanha-do-Brasil, flocos de milho, sardinha e carne dessalgada.

Desde 3 de fevereiro, mais de 430 mil quilos de alimentos, medicamentos e outros suprimentos já foram entregues às comunidades com o apoio militar, como parte da Operação Yanomami, que estabelece medidas para enfrentar a emergência em saúde pública de importância nacional e combater o garimpo ilegal no território Yanomami.

Imagem: Twitter / Força Aérea Brasilia / Agência Brasil
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Embora a invasão de garimpeiros e madeireiros contra a Terra Indígena Yanomami e suas consequências tenham sido denunciadas por algum tempo, a grave crise humanitária que as comunidades indígenas enfrentam há anos chamou a atenção da sociedade em geral e da imprensa no início deste ano.

Falta de assistência sanitária

A falta de assistência sanitária e a desnutrição das crianças indígenas são alguns dos problemas que a Operação Yanomami pretende enfrentar.

O Ministério da Saúde informou que, nos últimos anos, pelo menos 570 crianças indígenas morreram de desnutrição e outras causas evitáveis, e que, só em 2022, foram confirmados 11.530 casos de malária no interior da Terra Indígena Yanomami.

A pasta declarou Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional para combater a falta de assistência sanitária aos yanomami, e militares das Forças Armadas foram mobilizados para distribuir alimentos e prestar atendimento médico aos moradores de comunidades de difícil acesso.

A Aeronáutica começou a limitar o acesso aéreo à área para impedir a chegada de novos garimpeiros e, principalmente, o abastecimento dos que já estavam ilegalmente na região.

Além disso, as forças de segurança terrestres foram reforçadas para retirar os não-indígenas da reserva.

A Terra Indígena Yanomami, homologada há 31 anos, abrange uma área extensa de Roraima e uma parte do Amazonas, totalizando cerca de 9,6 milhões de hectares, onde, segundo o governo federal, vivem mais de 30,4 mil habitantes.

Esther Vasconcelos

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