O aumento dos gastos em aplicativos de Delivery com a pandemia

A pandemia trouxe uma série de novas mudanças para os consumidores brasileiros: mais incentivo à cultura do bem-estar e a hábitos mais saudáveis, como também um consumo maior de novos produtos pela internet.

No entanto, para a alimentação, dois hábitos opostos se puseram à prova: os pedidos por delivery e o hábito de cozinhar o próprio alimento em casa.

No caso da alimentação em casa, houve um aumento expressivo de pessoas que preferiram colocar a mão na massa e cozinhar.

De acordo com dados da Vapza, houve um aumento no consumo de produtos do supermercado, comprados para preparo dentro de casa.

Nessa linha, sites de receitas caseiras tiveram um crescimento no número de visitas e programas de culinária também ganharam mais audiência.

No entanto, ainda que o movimento para a cozinha, tanto por necessidade, quanto por hobby, tenha aumentado na pandemia, os gastos com delivery também apresentaram um crescimento ainda mais relevante – e mensurável.

Segundo o levantamento da RankMyApp, houve um aumento de 30% no número de downloads de aplicativos por delivery em março de 2020 em comparação com o mesmo período do ano anterior. 

E, seguindo essa trajetória, com o aumento dos novos usuários nesses aplicativos, cresceu também o número de pedidos por delivery em 2020.

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Conforme estudo realizado pela Mobilis, os gastos com aplicativos de entregas, em especial para comidas prontas, cresceram 149% durante a pandemia.

Os aplicativos de delivery com maior demanda foram iFood, com crescimento de 172%, Rappi (121%) e Uber Eats (37%).

A pesquisa destaca também que o maior aumento foi constatado em dezembro de 2020, mês em que normalmente uma grande parcela de trabalhadores recebe o 13º salário, o que pode ser uma justificativa para esse crescimento. 

O curioso de tudo isso é que o aumento do delivery na verdade favorece ambas as modalidades para alimentação.

É claro que o valor mais expressivo do aumento está focado nos pedidos prontos, de restaurantes.

Contudo, houve também uma transição das compras de mercado por delivery, tanto como forma de facilitar o dia a dia, quanto como forma de prevenção. 

Outro registro que favoreceu o aumento do delivery foi o uso do vale-alimentação, que deixou a sensação de “comer fora de casa” mais palpável para os trabalhadores.

O uso do benefício era regularmente usado em restaurantes durante o trabalho presencial, mas, na pandemia, esse caráter mudou.

Desta forma, o uso de vale-refeição e alimentação pôde ser feito nos aplicativos, o que beneficiou tanto o consumo nos restaurantes, quanto nos mercados. 

Para 2021, a tendência é de que ainda haja aumento dos pedidos por delivery, sobretudo para supermercados, visto que esta é uma ferramenta mais difundida agora e que traz uma série de facilidades para os consumidores.

Gabriel Dau

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