A contabilidade vem passando por grandes transformações no Brasil e no mundo, mas ainda tem muitas pessoas que acreditam que o contador seja um “mal necessário”. Este artigo tem como objetivo fazer algumas reflexões a respeito dessa percepção, que tem raízes históricas muito antigas.
Você já deve saber que a legislação brasileira obriga que todas as empresas mantenham a contabilidade escriturada por um contador habilitado no CRC, correto? Você já parou para pensar que talvez essa seja a origem do problema?
É isso mesmo. Nos países mais desenvolvidos, onde a contabilidade não necessariamente precisa ser escriturada por um contador, a profissão contábil, por incrível que pareça, é mais valorizada do que nos países em que há essa obrigatoriedade legal.
https://www.jornalcontabil.com.br/noticia/5-motivos-que-provam-a-importancia-do-contador-para-o-crescimento-do-seu-negocio/
Bem… provavelmente nesses países em que não há uma obrigatoriedade legal, os contadores precisam de fato agregar valor ao negócio. Já nos países em que a lei obriga a contratação de um contador, não há tanto incentivo para que a classe contábil no geral tenha essa visão de agregar valor ao cliente.
No Brasil, temos um outro fator complicador. Existem inúmeras obrigações acessórias que as empresas precisam enviar ao fisco, o que torna a vida do empresário mais burocrática do que em outros países.
Ou seja, o contador no Brasil acaba dedicando uma boa parte do seu tempo no cumprimento dessas obrigações acessórias.
A contabilidade é uma ciência que estuda, do ponto de vista teórico e prático, os aspectos econômico-financeiros e patrimoniais de uma entidade, assim como o médico estuda aspectos relacionados à saúde humana. Em outras palavras, o contador está para as empresas assim como o médico está para seus pacientes.
Considerando a extensa área de conhecimento das ciências contábeis, o contador está apto a:
Outra reflexão importante: será que o empresário brasileiro está capacitado para gerir uma empresa com base em fundamentos econômico-financeiros sólidos? E o contador, está capacitado para ajudar o empresário nessa capacitação?
No geral, temos visto que o segmento contábil tem se esforçado para agregar cada vez mais valor aos clientes. A tendência é que os contadores no Brasil evoluam na mesma direção que em outros países mais desenvolvidos, com o fator adicional de que ainda precisam lidar com uma carga elevada de obrigações acessórias.
Dessa forma, no Brasil temos os seguintes tipos de contadores:
Existe uma tendência de o governo transferir o papel da fiscalização para o próprio contribuinte e é por isso que existem tantas obrigações acessórias atualmente no Brasil. No entanto, a classe contábil vem lutando em favor da desburocratização fiscal, o que contribuirá para a valorização da profissão contábil e permitirá que os contadores agreguem cada vez mais valor à sociedade.
É por isso que acreditamos que os contadores que só se preocupam com o “mínimo necessário” estão fadados ao fracasso. A única razão pela qual eles ainda existem é pelo fato de que eles oferecerem honorários muito baratos. Mas que tipo de empresário contrata este tipo de contador? Aqueles que querem pagar barato pois não compreendem a importância do contador para a empresa.
Além disso, para que o contador consiga agregar valor aos seus clientes, não basta ter vontade. É necessário que a empresa de contabilidade esteja estruturada de tal forma que as rotinas de processamento sejam totalmente automatizadas, de forma a minimizar o esforço do contador em atividades que não agregam valor aos clientes (burocracia) e maximizar os esforços em atividades mais importantes.
Portanto, o empresário brasileiro precisa ter muita cautela ao contratar uma empresa de contabilidade pois elas não são “todas iguais”.
Conteúdo via OZAI
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