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O que eu posso perder ao trocar meu emprego para ser autônomo?

O trabalho autônomo pode a princípio trazer algumas vantagens quando pensamos em nosso trabalho atual, formal. Controle total sobre o tempo dispensado ao trabalho, rotina de trabalho mais flexível, possibilidade de rendimentos maiores, bem como total controle sobre quando tirar férias, sobre poder faltar.

Mas saiba que o emprego autônomo para quem sempre trabalhou com carteira assinada pode trazer experiências totalmente novas e incluir algumas perdas em relação aos direitos assegurados aos trabalhadores formais.

Para determinar se vale ou não a pena para você a troca do seu emprego formal na empresa onde você está, pelo sonho de investir no seu próprio negócio ou em uma paixão antiga, separamos algumas informações importantes sobre essa troca. Principalmente as perdas que você terá ao deixar o emprego com carteira assinada para se tornar um autônomo.

Quanto eu vou ganhar por mês?

Essa é a primeira pergunta para a qual não temos resposta quando pensamos em profissionais autônomos. Não é possível determinar quanto você irá ganhar.

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A falta de estabilidade financeira é uma das principais desvantagens que quem resolve entrar para o mercado autônomo como empreendedor.

Normalmente o que mais nos dá segurança e tranquilidade quando estamos empregados em uma determinada empresa é que passe o que passar, o nosso salário estará lá, o valor exato, já de nosso conhecimento (exceto em caso de faltas ou outras eventualidades).

No caso do trabalho autônomo não temos essa certeza, podemos nos dedicar mais, dispensar mais tempo, esforços e suor e não temos certeza de quanto ganharemos.

Um mês pode ser extremamente produtivo (apresentando bons rendimentos e consequentemente mais lucro) já o outro nem tanto e o que se faz importante neste caso é saber administrar os seus rendimentos.

Cadê as minhas férias?

Uma segunda grande perda do profissional autônomo é não ter direito ao 13º salário e as férias remuneradas. Segundo o INSS, Instituto Nacional do Seguro Social, trabalhadores sem registro em carteira não tem acesso a estes benefícios.

Contudo, com um bom planejamento é possível usufruir destes benefícios mesmo sendo autônomo. Para tanto traremos algumas dicas.

É preciso que você tenha um pleno controle financeiro. Por exemplo: tenha uma média dos rendimentos que tira mensalmente. Estipule dentro dos rendimentos mensais quanto você terá para suas despesas durante o mês. O restante você pode investir no seu negócio, lembrando-se sempre de deixar uma fração para que no final do ano você tenha um “rendimento extra” como o décimo terceiro, que nada mais é do que o poupado por você durante todo o ano, mês a mês.

Esse “rendimento extra” poderá ser utilizado para a quitação de dívidas comuns a essa época, festejos natalinos e de Ano Novo, presentes para os parentes e para os filhos, IPVA, IPTU, material escolar e ademais.

Essa valor também poderá ser utilizado para que você tire alguns dias de férias. Para que você possa tirar o mês todo de férias, tenha certeza que os rendimentos guardados serão suficientes para quitar todas as suas dívidas. Evite endividamentos com as suas férias.

FGTS para autônomos

Em linhas gerais se você decidir se tornar autônomo perde o direito ao FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) que é basicamente um fundo que tem o objetivo de auxiliar o trabalhador a se manter no caso de demissão sem motivo justificado (justa causa), ou para a realização de seus sonhos que demandem recursos.

Por ser um fundo criado no primeiro registro em carteira, caso você decida sair da empresa essa contribuição para de ser depositada, assim como se você vier a trocar de empresa esse valor continuará sendo depositado no mesmo fundo. O FGTS pode voltar a ser novamente depositado se como autônomo você for contratado por um período de tempo por uma determinada empresa com desconto percentual correspondente a essa contribuição no valor 2%.

Pacote de benefícios

Ao se tornar autônomo você perde o pacote de benefícios oferecido por algumas empresas

Muita gente se anima para uma determinada vaga em uma empresa X justamente por conta do chamado pacote de benefícios quando você se torna um colaborador. Plano médico, vale refeição, vale transporte, convênio comercial para desconto em estabelecimentos parceiros, vale creche, dentre inúmeros outros benefícios.

Quando você decide se tornar autônomo perde automaticamente todos estes benefícios. Vale refeição você precisamente não vai precisar uma vez que com horários flexíveis poderá almoçar em casa. Contudo, o vale transporte poderia ser de muita importância para expansão do seu negócio, propiciando que você possa angariar mais clientes e leve sua marca ou serviço para um número maior de pessoas.

Apesar de ser importante e fazer certa falta, o vale transporte é apenas um dos benefícios mais significativos desse pacote. O vale creche para quem tem filhos e o convênio médico, são perdas muito sentidas nessa troca do emprego formal para se tornar um autônomo.

Evite perdas

Está decidido a sair do seu trabalho formal para investir no seu próprio negócio? Quer ter mais controle sobre o seu tempo e acha que trabalhando desta forma, como autônomo, poderá dedicar mais tempo para você e para as crianças, a família ou o seu marido/esposa?

Ao sair do trabalho formal para se tornar autônomo você sofre algumas perdas, contudo, é possível evitar, ou ao menos minimizá-las. Para isso ao se tornar autônomo inscreva-se no Regime Geral da Previdência Social. Com esta inscrição é possível que você faça contribuições para o INSS de modo individual. Garantindo dentre outras coisas o direito a aposentadoria por tempo de contribuição, por invalidez, auxílio doença e pensão por morte.

Conteúdo via Juros Baixos

loureiro

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