O que o caso Will Smith e Chris Rock pode te ensinar

O assunto do momento em todas as mídias neste mês foi o tapa que Will Smith deu em Chris Rock na cerimônia do Oscar. A situação já foi vista e recontada inúmeras vezes, muita gente defendendo um ou outro, mas uma coisa não dá para negar: o caso traz uma oportunidade gigante de conversar sobre inteligência emocional. Para ambos, faltou essa soft skill básica para os relacionamentos profissionais.

Chris Rock não teve empatia com a doença de Jada Smith e, Will Smith não teve autocontrole das emoções. Os atores erraram feio em princípios básicos da Inteligência Emocional.

Segundo Daniel Goleman, psicólogo, escritor e PhD da Universidade de Harvard, autor do livro “Inteligência Emocional”, existem 5 pilares fundamentais para se ter inteligência emocional, que são

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Autocontrole: aprender a lidar com as emoções e controlá-las te colocará na direção certa conforme cada situação e fará toda a diferença entre o equilíbrio e a disfunção. Quando estiver sob pressão, o ideal é tentar manter a calma. Cada situação possui diversas saídas, basta procurá-las.

Autoconhecimento: o primeiro passo é se conhecer, analisar suas emoções e as ações que você faz em resposta aos estímulos. Essa é a chave da inteligência emocional! A dica para você conhecer melhor as suas próprias emoções é colocar seus sentimentos e suas ações em um papel e, depois, refletir profundamente sobre isso.

Automotivação: lembre-se que pensar antes de tomar as decisões lhe trará diversos benefícios. Assim, você deve aprender a responder aos seus estímulos, um processo consciente que envolve analisar como você se sente, para depois decidir como você quer se comportar para atingir suas metas. 

Empatia: envolve ter consciência social e entender o contexto em que o outro está e validar e respeitar o que a outra pessoa está dizendo, sem julgamentos. Aprender a se colocar no lugar do outro, de reconhecer as emoções dos outros e entender seus comportamentos, nos torna mais sensíveis e empáticos. 

Relacionamento interpessoal: implica se relacionar com as pessoas para buscar não só nosso próprio benefício, mas também o dos demais. É a capacidade de fazer a gestão de relacionamentos e cultivar vínculos com as pessoas. Isso criará um ambiente positivo à sua volta, melhorando não só a sua qualidade de vida, mas também contagiando aqueles ao seu redor.

Para desenvolver os cinco pilares, a primeira coisa a saber éque a Inteligência Emocional não é um talento que nasce com algumas pessoas e com outras, não.  “Ela é uma habilidade que pode e dever ser desenvolvida. Para isso, é preciso dar um passo de cada vez, trabalhando cada pilar a IE com paciência, para ir aos poucos evoluindo”, explica a especialista em soft skills Alice Salvo Sosnowski. Para ela, com esse conhecimento, é possível praticar novos comportamentos emocionais e alcançar novos patamares mais inteligentes e assertivos no relacionamento com as pessoas, seja no campo pessoal ou profissional.

Mais sobre Alice Salvo Sosnowski

Jornalista, escritora, professora, especialista em empreendedorismo e soft skills, criadora da metodologia O pulo do gato empreendedor©, foi eleita em 2019 uma das Top Voices no Linkedin. Também é mestranda em empreendedorismo pela FEA/USP e desenvolve conteúdo, palestras e workshops sobre negócios da nova economia e comportamento empreendedor. Além disso, é autora do livro Empreendedorismo para Leigos e de uma série de e-books que ajudam o empreendedor a planejar e executar seu negócio por meio da inovação e colaboração. Veja mais em: www.opulodogatoempreendedor.com.br

Ricardo de Freitas

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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