O novo programa habitacional que o governo quer colocar em prática no ano que vem, ainda vem causando algumas dúvidas entre especialistas do setor. O Casa Verde e Amarela irá substituir o Minha Casa Minha Vida. O desejo de implantar o novo programa tem levado o governo a receber diversas críticas.
Muitos afirmam que o projeto não irá contemplar a parte mais pobre da população, deixando de cumprir assim com sua principal finalidade.
Na prática, o Casa Verde e Amarela foi desenvolvido para dar um fim ao Minha Casa Minha Vida, criado pelo governo do PT, em 2009. Embora, tenham alguns pontos similares, os dois programas atenderão públicos diferentes.
Em comum, eles têm o fato de fornecerem condições de construção para conjuntos habitacionais. Porém, as regras e taxas se distanciam, segundo analistas, do propósito social.
“Estamos lançando um programa que vai permitir que o Brasil tenha a menor taxa de juros na história num programa habitacional”, afirmou o ministro de Desenvolvimento Regional, Rogerio Marinho, no lançamento do programa, na semana passada.
O que leva a crer que o governo quer mesmo ampliar o número de construções dos habitacionais. O presidente Jair Bolsonaro também, deixou claro que, deseja reduzir as taxas de juros, para que as prestações mensais sejam menor.
As cobranças serão ainda menores para a região Norte e Nordeste, ficando entre 4,25% e 4,75%. Entretanto, apesar de parecer positiva, esses valores deverão excluir parte significativa dos atuais contemplados com renda mínima.
Os especialistas do setor dizem que, mesmo tendo redução nas taxas de juros, o novo programa deverá deixar de fora as pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Atualmente, o Minha Casa Minha Vida financia mais de 50% dos imóveis para os menos favorecidos, custeando mais da metade do pagamento. No novo projeto, essa categoria ficará enfraquecida, o que vai distanciar os pobres do sonho da casa própria.
Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil
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