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As dificuldades financeiras trazem ansiedade para quem experiência, a insegurança relacionada a finanças e ao futuro é algo que tira o sono de muitos brasileiros.
Aprender a se relacionar com o dinheiro é uma opção para quem quer fugir de sentimentos como os mencionados acima. A educação financeira por meio da terapia ajuda a amenizar a frustração e a ansiedade.
Muitas das decisões tomadas cotidianamente acabam sendo embasadas por questões emocionais, o que pode afetar diretamente nas finanças.
A terapia financeira é realizada por profissionais que buscam ajudar seus pacientes a identificar quais são as atitudes e motivações que podem influenciar na relação dos mesmos com o dinheiro.
As questões financeiras, pendências e ganhos podem se tornar um calo na vida de um indivíduo. Estresse e frustração podem ser ocasionados pela má administração de recursos.
A apreensão advinda de questões como esta podem desencadear uma espécie de fobia. Muitos tem dificuldade para se comunicar quando o assunto é dinheiro.
Segundo o levantamento feito em 2019 pela Perk Box, plataforma de experiência do funcionário, ficou comprovado que o dinheiro é um dos maiores causadores de estresse no Reino Unido.
Cerca de 1.139 pessoas foram entrevistadas pelo estudo, destas, 61% afirmou que o dinheiro é mais responsável pelo ocasionamento do estresse do que o próprio trabalho, 51% alegou que o estresse advém do trabalho e 24% indicou a família como fonte de estresse.
O professor de ciências sociais da Universidade de Cambridge, Brendan Burchell, afirmou que a fobia financeira é um fenômeno concreto na realidade.
Os sintomas podem se manifestar de formas diversas, dentre eles o gasto excessivo ocasionado pela ansiedade, ou a falta de envolvimento com questões financeiras por receio.
Segundo Burchell, muitas das nossas respostas ao dinheiro são emocionais. O professor de Cambridge acredita que o tratamento para esta fobia deve se diferenciar da terapia tradicional.
Conforme o especialista acredita, uma terapia cognitivo-comportamental bem direcionada pode funcionar.
Muitos terapeutas financeiros recorrem a esta abordagem para entender as questões subjacentes ao problema.
A terapeuta financeira, Lindsay Bryan-Podvin, acredita em um trabalho baseado na reavaliação de valores. Analisar as questões relevantes para o paciente tendo em vista “reestruturar” as decisões tomadas com base nos mesmos.
Segundo a especialista Lindsay Bryan-Podvin, gastos alinhados a valores faz com que os recursos sejam despendidos naquilo que o paciente valoriza. Isso faz com que os gastos realizados tenham um retorno emocional positivo para o paciente.
Existem uma série de gatilhos que podem motivar as decisões financeiras baseadas em questões emocionais, é importante identificar quais são essas motivações e gatilhos para realizar uma boa gerência de recursos.
A terapia financeira encontra-se ainda muito restrita, a prática vem ganhando espaço nos Estados Unidos, mas ainda não se popularizou no Brasil.
Não se trata de uma cura para o estresse financeiro, mas possui um potencial grande de tornar as relações com o dinheiro menos desgastantes.
Ainda não existe uma vasta gama de estudos sobre como as questões emocionais implicam nas relações financeiras. Por causa disso, não existem resultados a longo prazo da eficácia da terapia financeira.
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