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Os 10 estados que cobram mais impostos dos brasileiros

O Brasil é um país que cobra muitos impostos da população. Temos impostos federais, como, por exemplo, o IOF e IPI, assim como temos os impostos que são estaduais, como o ICMS, IPVA e ITCMD.

Contudo, um fato que muitas vezes deixamos passar desapercebido, é que como muitos dos impostos são estaduais, cada estado é responsável por sua cobrança, assim como por definir quanto será cobrado a população.

Em outras palavras, como cada estado possuí autonomia para cobrança de impostos, temos naturalmente estados que cobram mais e menos impostos da população. Por conta disso, o cidadão precisa conhecer como funciona a cobrança de impostos do seu estado, para verificar se você está pagando mais ou menos tributos.

Isso porque, muitas vezes quando os brasileiros reclamam que as coisas estão mais caras em uma região, um dos motivos para isso pode ser a cobrança de impostos, ou seja, como os estados ampliam a cobrança de impostos, mais caro se torna o custo de vida em uma região, devido à incidência de impostos mais altos em produtos e serviços.

Cobrança de impostos varia de estado para estado

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Descobrir quais são os estados que cobram mais impostos da população não é uma tarefa tão simples, especialmente por conta da complexa legislação tributária que existe no nosso país.

Apesar da importância do pagamento de impostos, tendo em vista que ela tem dois objetivos básicos que são manter a máquina pública e garantir a manutenção dos serviços essenciais, o Brasil é tido como um dos países com maior carga tributária do mundo, o que acaba pesando não somente para empresas como para toda a população.

Contudo, para ter uma visão mais clara sobre a cobrança de impostos no nosso país, vamos utilizar dados de um levantamento realizado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receitas ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), que classificou os estados com impostos mais caros e mais “baratos” do país.

Estados com impostos mais caros do Brasil

Com base nos dados do levantamento do Comsefaz, que analisou a média de impostos em todos os estados do país, podemos classificar quais são os 10 estados que cobram mais impostos de sua população.

Em especial, o levantamento classificou o ICMS que é um dos impostos mais importantes do país, que está inclusivo no preço de quase todos os produtos e serviços que você e qualquer cidadão do país consome, desde um prato de comida, até eletrodomésticos, transportes, entre outros.

Por ser o imposto que incide em basicamente tudo aquele que estão comprando, vendendo ou contratando, este tende ser um dos impostos que mais pesam para os brasileiros. Onde, a partir disso, vamos classificar quais são os estados que cobram as maiores alíquotas de ICMS da população:

Estado / alíquota de ICMS cobrada da população

  1. Maranhão (MA): 22,0%
  2. Piauí (PI): 21,0%
  3. Roraima (RR): 20,0%
  4. Bahia (BA): 20,5%
  5. Pernambuco (PE): 20,5%
  6. Amazonas (AM): 20,0%
  7. Ceará (CE): 20,0%
  8. Distrito Federal (DF): 20,0%
  9. Paraíba (PB): 20,0%
  10. Tocantins (TO): 20,0%

Impacto do ICMS no bolso dos brasileiros

Dentre os vários impostos que existem no Brasil, o ICMS é um dos mais significativos, que costumam pesar mais no bolso dos brasileiros de diferentes maneiras. Primeiro através do preço de produtos, afinal, ele incide sobre a maioria dos produtos e serviços comercializados no nosso país.

Em outras palavras, grande parte do que as pessoas pagam em compras do dia a dia incluem uma parcela destinada ao ICMS, onde, como cada estado tem autonomia para definir suas alíquotas, o impacto do ICMS acaba variando de um estado para outro.

Mas o ICMS também causa outros impactos, como a influência nos custos empresariais, tendo em vista que as empresas acabam repassando o custo do ICMS para os preços dos produtos e serviços, fazendo com que os preços sejam mais altos para o consumidor final.

Além disso, como o ICMS é um imposto não cumulativo, ou seja, o imposto pago em uma etapa de produção ou comercialização pode ser creditado em etapas posteriores. Entretanto, essa situação pode levar a um efeito cascata quando não há eficiência ou transparência na compensação de créditos, adicionando ainda mais custos ao consumidor.

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