Há quase três anos em operação, a partir de sua implementação em novembro de 2020, o Pix, um sistema de pagamentos instantâneos, se estabeleceu firmemente na vida financeira dos brasileiros.
De acordo com informações liberadas pelo Banco Central em 31 de maio último, esta ferramenta correspondeu a 29% das transações financeiras realizadas no ano de 2022.
Conforme a Pesquisa Especial de Crédito da Febraban, os principais bancos do país observaram um aumento significativo de quase 18% na disponibilização de crédito para pessoas físicas somente durante o ano de 2022, marcando o terceiro ano consecutivo de crescimento. Esses dados ilustram claramente a preferência dos brasileiros por esse serviço financeiro.
Por outro lado, houve uma redução significativa na quantidade de saques em caixas eletrônicos e agências bancárias, que diminuiu de 3,4 bilhões em 2020 para 2,6 bilhões no ano passado.
Em termos financeiros, essa queda representou uma redução de R$ 2,5 trilhões para R$ 2,1 trilhões. Em comparação, em 2012, o número de saques era de 3,9 bilhões, com uma movimentação financeira total de R$ 4,5 trilhões.
O Banco Central destacou que a quantidade e o volume financeiro de saques em ATMs e agências bancárias vêm diminuindo gradualmente ao longo do tempo.
A partir de 2020, essa redução de uso parece ser mais pronunciada, possivelmente explicada pelas mudanças comportamentais decorrentes da pandemia, a adoção do sistema PIX e o aumento das transações com cartões.
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Apesar da crescente popularidade do PIX entre a população nos últimos anos, o Banco Central reportou um notável crescimento no uso de cartões de pagamento durante o período de 2012 a 2022.
Esse aumento se deve, em parte, à entrada de novas instituições de pagamento que passaram a emitir cartões de crédito e cartões pré-pagos ao longo da última década.
Enquanto isso, a utilização de cartões continua em ascensão, em contraste com o declínio observado em outros métodos de pagamento, como boletos e cheques.
Em 2022, as transações com cartões de crédito representaram 20% do total, as de débito 19%, e as de cartões pré-pagos 9%.
Em 2012, a soma das transações com cartões correspondia a 39% do total, mas a modalidade pré-paga ainda não era uma opção disponível naquela época.
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