Quanto custa abrir uma empresa / Imagem canva / edição JC
Abrir uma empresa no Brasil em 2026 apresenta dois lados: é muito simples para pequenos negócios, mas continua complicado para empresas maiores por causa dos impostos. O valor que você precisa investir para começar varia bastante, pois depende do modelo jurídico escolhido e da cidade onde a empresa será aberta.
Enquanto o Microempreendedor Individual (MEI) preserva o benefício da gratuidade total em seu registro, outras categorias, como a Sociedade Limitada, impõem um conjunto de custos obrigatórios.
Embora a digitalização plena por meio do portal Redesim tenha eliminado obstáculos burocráticos e deslocamentos físicos, o federalismo brasileiro ainda exerce influência no custo do empreendedorismo.
Como os estados mantêm autonomia para fixar suas próprias tabelas de serviços, o capital necessário para formalizar um negócio em 2026 varia conforme a unidade federativa, gerando contextos distintos de competitividade e custos de entrada no mercado nacional.
Em 2026, o Estado de Santa Catarina (SC), na Região Sul, consolidou-se como um dos estados mais ágeis para quem deseja tirar uma ideia do papel. Todavia o preço dessa agilidade pode variar muito, dependendo da modalidade jurídica escolhida.
Para o microempreendedor individual (MEI), a barreira de entrada é virtualmente inexistente. Graças à digitalização extrema promovida pela Jucesc (Junta Comercial do Estado de Santa Catarina), abrir um MEI não custa um centavo em taxas de registro.
As taxas para este caso é de manutenção: em 2026, com o salário mínimo reajustado para R$ 1.621, o empreendedor desembolsa mensalmente entre R$ 81 e R$ 87 no boleto DAS.
É o preço da formalidade que garante previdência e emissão de notas fiscais, permitindo que milhares de prestadores de serviço e pequenos comerciantes catarinenses operem na legalidade com o mínimo de atrito.
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No extremo oposto, o cenário muda de figura. Para quem almeja uma Sociedade Anônima (S/A) — estrutura comum para grandes indústrias e empresas de base tecnológica que buscam investidores na Bolsa — a conta mais alta.
Diferente da simplicidade do MEI, a S/A exige um investimento inicial que começa na casa dos milhares e pode escalar rapidamente:
| Item | Microempreendedor Individual (MEI) | Sociedade Anônima (S/A) |
| Taxa de Registro (Jucesc) | Grátis | R$ 450,00 a R$ 600,00 (aprox.) |
| Alvará Municipal | Isento (na maioria das cidades) | R$ 500,00 a R$ 2.500,00 (varia por cidade/m²/risco) |
| Certificado Digital | Opcional (aprox. R$ 250,00/ano) | Obrigatório (e-CNPJ: R$ 300,00 a R$ 500,00/ano) |
| Publicações Legais | Não exige | R$ 2.000,00 a R$ 7.000,00 (Editais e Balanços) |
| Honorários (Abertura) | Pode fazer sozinho (Grátis) | R$ 3.000,00 a R$ 15.000,00 (Jurídico e Contábil) |
| Custo Mensal Fixo | R$ 82,00 a R$ 87,00 (DAS) | A partir de R$ 2.500,00 (Contabilidade + Taxas) |
Conforme vimos na leitura, para o MEI o custo de “abertura” é zero. O empreendedor só precisa se preocupar com o pagamento mensal do imposto unificado (DAS), que garante sua cobertura previdenciária. É a opção ideal para quem está testando o mercado ou trabalha sozinho.
Todavia, o cenário muda para quem quer abrir uma S/A. O custo inicial dificilmente fica abaixo de R$ 10 mil, considerando as taxas públicas, as publicações de editais obrigatórias por lei e a assessoria jurídica necessária para redigir o estatuto social.
É uma estrutura voltada para negócios que já nascem com aporte de investidores ou grande patrimônio.
Mas uma observação final importante é que em Santa Catarina, a Jucesc oferece o Registro Digital, o que agiliza o processo e pode garantir isenções ou descontos em taxas para tipos específicos de empresas de inovação.
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