Setembro continuará com bandeira vermelha 2

Está confirmado. A partir de 01 de setembro a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) continuará aplicando a bandeira tarifária vermelha 2, mas o valor associado a essa cobrança ainda não foi divulgado

Atualmente, a cobrança da bandeira vermelha 2 é de R$ 9,49 a cada 100 kWh. A tendência é que o valor seja anunciado até amanhã, dia 31.

Em uma nota divulgada à imprensa, a Aneel justificou que o mês de agosto foi bastante seco e o nível das bacias hidrográficas continuou entre os mais críticos dos últimos anos. Em períodos de seca, é necessário captar energia de outros tipos de usina como as termelétricas. Esse tipo de usina gera energia a partir de combustíveis fósseis, como diesel e gás. Além de ser mais poluente, é mais cara. Por isso, quando as termelétricas são acionadas,o custo da geração de energia aumenta e a bandeira tarifária muda.

A agência afirmou que a perspectiva para setembro não deve se alterar significativamente, com os principais reservatórios do SIN atingindo níveis consideravelmente baixos para essa época do ano. Com isso, é preciso acionar em nível máximo os recursos termelétricos.

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O que é o sistema de bandeiras?

A bandeira tarifária é um adicional cobrado nas contas de luz para cobrir o custo da geração de energia por termelétricas, o que ocorre quando o nível dos reservatórios das hidrelétricas está muito baixo.

A bandeira é uma sinalização para o consumidor do custo real da geração no momento em que ele está consumindo a energia. Com as bandeiras, o consumidor tem a melhor informação para usar a energia elétrica de forma mais consciente, com oportunidade de adaptar seu consumo.

Os beneficiários da tarifa social de energia elétrica, que somam quase 12 milhões de consumidores residenciais de baixa-renda, têm descontos na bandeira tarifária. 

As bandeiras são divididas da seguinte maneira:

Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo.

Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01874 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos.

Bandeira vermelha Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,03971 para cada quilowatt-hora kWh consumido.Bandeira vermelha Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,09492 para cada quilowatt-hora kWh consumido.

Ana Luzia Rodrigues

Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.

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