Categorias: Fique Sabendo

Split payment: confira o que mudou no novo modelo da Reforma Tributária para agilizar o pagamento de impostos

Nas últimas semanas, o Projeto de Lei da Reforma Tributária (PLP 68/24) sofreu uma série de modificações, desde a apresentação do Grupo de Trabalho até a votação na Câmara dos Deputados.

A Reforma Tributária tem como um dos principais pilares a substituição dos cinco tributos atuais (PIS, COFINS, ICMS, ISS e IPI) por um Imposto sobre Valor Adicionado (IVA), que inclui a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) de estados e municípios, e o IS (Imposto Seletivo).

Um dos pontos mais inovadores da proposta foi a implementação do “split payment“, um sistema que promete revolucionar a forma de recolhimento de impostos no Brasil. A introdução do método deve trazer diversas mudanças tanto para consumidores quanto para empresas — podendo influenciar diretamente nos preços dos produtos e serviços, aumentando a transparência nas transações comerciais e reduzindo a sonegação fiscal. A expectativa é que a medida traga mais equidade ao sistema tributário, mas também existe a preocupação de que possa haver um aumento nos preços finais para os consumidores, dado o repasse dos novos custos de conformidade pelas empresas.

No início deste mês, o Grupo de Trabalho (GT) da Reforma Tributária modificou as diretrizes do mecanismo, tendo como objetivo viabilizar sua implementação de maneira simultânea em todas as formas de pagamento — tais como boletos, Pix e cartões de débito e crédito. Na ótica do governo, o split payment também será crucial para não só reduzir a sonegação, mas agilizar o ressarcimento dos créditos tributários, bem como frear a inadimplência e fraudes.

⚠️ ACESSO EXCLUSIVO
Você está perdendo conteúdos exclusivos
Acesso sem anúncios + conteúdos especiais e privados.
R$4,90
Teste por 30 dias • depois R$9,90/mês
LIBERAR MEU ACESSO AGORA
✔ Cancelamento fácil • Sem compromisso

O sistema conecta a fatura ao pagamento, permitindo separar do montante pago os impostos estaduais e municipais (IBS) e a contribuição federal sobre bens e serviços (CBS) devidos, repassando ao vendedor a quantia restante, já livre dos tributos.

Ao contrário do documento enviado pela Fazenda, que contemplava apenas um tipo de split payment, agora, ele está dividido em “inteligente”, “simplificado” e “manual”. Em primeiro lugar, o modelo “inteligente” determina que o meio de pagamento deve consultar os sistemas da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS para recolher somente a diferença entre o valor que deveria incidir na operação e a quantidade do imposto já paga por meio de compensação de créditos ao fornecedor. Técnicos da Fazenda afirmam que o modelo inteligente do split payment garante que não haja retenção excessiva por parte do contribuinte.

Já o segundo formato, “simplificado”, foi elaborado visando atender empresas que vendem produtos de diferentes alíquotas: cheia, reduzida ou zero. Ele terá um percentual pré-estabelecido pelo Comitê Gestor, para o IBS, e pela Receita Federal, para a CBS. Dessa forma, o pagamento do imposto entra automaticamente, de acordo com as transações, e a empresa paga uma taxa fixa ao mês.

Por fim, o terceiro formato de contribuição, o “manual”, será realizado a partir da declaração de vendas por notas fiscais preenchidas pelo fornecedor e comprador, no sistema eletrônico da Receita ou Comitê Gestor, em até um mês. O modelo servirá para pagamentos feitos em dinheiro ou em cheque. A Câmara dos Deputados aprovou os modelos e, ao que parece, o Senado também não irá modificar o texto.

Karen Miura, Chief Visionary Officer (CVO) da Bravo — empresa especializada em soluções para acelerar a transformação digital das áreas financeira, fiscal e contábil — ressalta a necessidade de adaptação das empresas ao novo formato de recolhimento fiscal, especialmente em relação às tecnologias digitais que terão que ser implementadas. “A Reforma Tributária muda todo o cenário da indústria e nós precisamos nos adaptar para não corrermos o risco de ficarmos de fora”, afirmou. 

Ela ainda afirma que o modelo traz benefícios tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. “De um lado há o benefício para pessoas físicas, do outro também já podemos observar as vantagens para pessoas jurídicas. Dessa forma, as empresas poderão tomar decisões visando questões comerciais e não exclusivamente fiscais”, diz Miura.

As preocupações com a complexidade adicional e os custos de implementação das novas tecnologias necessárias para cumprir com o split payment é notável. A nova regulamentação exige uma adaptação significativa das infraestruturas tecnológicas, o que pode representar um desafio, especialmente para as pequenas e médias empresas. 

Esse cenário tem um impacto forte no setor tecnológico e no desenvolvimento de soluções inovadoras que sejam aderentes a esse mundo novo. “Podemos afirmar que, velocidade, agilidade e protagonismo serão fatores importantes para viver esse momento”, salienta o Marcos Gimenez, CEO da Bravo.

A empresa, que faz o desenvolvimento de tecnologia própria, é pioneira no uso de Robotic Process Automation (RPA) e inteligência artificial, e já se prepara frente a esta mudança. “Estamos nos organizando há um certo tempo para a chegada desse momento. Nosso time, que é formado por centenas de profissionais, está alinhado com as mudanças sugeridas pela Reforma. Nosso objetivo é entregar soluções tecnológicas aderentes ao novo modelo”, diz Gimenez.

A Bravo também utiliza serviços automatizados de Business Process Outsourcing (BPO 4.0) para a simplificação das rotinas fiscais e vê com bons olhos a chegada do nosso sistema. “Nosso mindset disruptivo está alinhado com toda a excelência e segurança que iremos entregar diante deste período revolucionário”, conclui o CEO da Bravo.

Sobre a Bravo

A Bravo é uma empresa especialista em soluções inteligentes para acelerar a transformação digital das áreas financeira, fiscal e contábil. Com mais de uma década de atuação, mais de 200 mil obrigações fiscais entregues anualmente e 50 bilhões de reais em impostos apurados, faz o desenvolvimento de tecnologia própria, é pioneira no uso de Robotic Process Automation (RPA) e inteligência artificial, além de utilizar serviços automatizados de Business Process Outsourcing (BPO 4.0) para a simplificação das rotinas fiscais.

A empresa conta com um suporte constante que sustenta as operações das soluções fiscais agindo imediatamente na origem de qualquer problema. A equipe multidisciplinar atua no acompanhamento e garante a detecção, o diagnóstico e a resolução de demandas com rapidez e eficiência.

O objetivo da Bravo é revolucionar a gestão contábil, fiscal e financeira, levando nobreza aos profissionais destas áreas e apoiando-os a se dedicarem plenamente ao crescimento do seu negócio. E para crescer sem perder a nossa essência, apostamos em uma cultura forte.

loureiro

Postagens recentes

Fibromialgia dá direito a benefício do INSS? Conheça os requisitos e saiba como comprovar

Portadores da síndrome que enfrentam dores crônicas podem solicitar benefícios, mas precisam comprovar o impacto…

13 horas atrás

Risco do salário “por fora”: prática ilegal traz prejuízos a curto e longo prazo

informalidade na folha de pagamento reduz valor de benefícios como FGTS, férias e aposentadoria, além…

14 horas atrás

INSS confirma abono extra do 13º para aposentados e pensionistas

Segurados que começaram a receber benefícios a partir de maio terão o abono depositado nos…

15 horas atrás

Novo lote do PIS/Pasep é liberado nesta quarta. Veja regras e calendário

Trabalhadores nascidos em setembro e outubro recebem o abono a partir do dia 15. Nova…

16 horas atrás

Prorrogado prazo de cadastro obrigatório no NovoPAT

Prazo inicial terminaria em 25 de julho. Sistema antigo será totalmente desativado

18 horas atrás

Burnout no setor contábil: os sinais de alerta e o papel das lideranças na prevenção

Manter o equilíbrio entre demandas, significado das tarefas e bem-estar resulta em equipes mais engajadas…

19 horas atrás