Transformação Digital: Squad de dados e o avanço do Data-Driven

 Vivemos a era dos dados, da inteligência autônoma e da agilidade. Todas as discussões internas levam a esses conceitos, ou seja, é um caminho sem volta, pois essa tríade reforça dois pilares fundamentais no sucesso das corporações nesta nova era dos dados: a direção estratégica por dados e a melhor aderência dos clientes e usuários às soluções e aos produtos através da experiência do usuário (UX) e da experimentação personalizada.

A direção estratégica é cultural e precisa ser construída através do engajamento.  Porém, essa maior aderência do consumidor é automaticamente convertida em mais receita, e, naturalmente, é mais facilmente incorporada ao mercado.

As empresas precisam se adequar a transformação digital proposta pelos impulsionadores tecnológicos em voga.

Essa premissa fez com que as empresas experimentassem diversas formas de encarar a nova realidade de dados, seja por força do mercado, seja por regulamentações, como a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). Por isso, foram criadas áreas de dados, bureau de informações, Centro de Excelência de Inteligência Artificial, grupos de estudos, entre outras iniciativas.

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Desde então, iniciou-se uma corrida por talentos e especialistas contratados a peso de ouro. As lições aprendidas nesta jornada foram diversas para levar as empresas ao conceito DDA (Data Driven Analytics).

Muitos questionamentos foram colocados à mesa, tal como a discussão da dicotomia entre o custo e a cultura.

Não existe uma única fórmula, pois cada empresa possue custos e culturas distintas, porém entendia-se que, com a discussão da velocidade de resposta na tomada de decisão que os dados proporcionariam, invariavelmente era necessário ter times ágeis.

Essa agilidade proporcionada pelos squads seria muito bem vinda a este novo mundo!

O termo squad ganhou fama nos meios de TI e se transformou num fenômeno para estabelecermos uma cultura orientada a dados.

Ele foi impulsionado pela reorganização que a Spotify realizou no seu modo de gestão e produção, que elevou seu patamar a ícone da cultura ágil contemporânea, pois mesmo nascendo assim, foi capaz de se reinventar além do scrum, quando o mesmo não mais os atendia com o crescimento dos seus times.

O centro desta reorganização envolveu unidades multidisciplinares e autogerenciáveis compostas por até oito pessoas suficientemente seniores para tomada decisão acurada em tempo de execução e, principalmente, com autonomia, que é essencial à agilidade, à fluidez dos processos e à autodeterminação, processos que resultam em confiança, motivação e eficiência operacional, além da flexibilidade de mudança de rumo em pleno voo.

Pensando nesta agilidade, autonomia e senioridade, alinhada a custos compartilhados intra e entre projetos, o squad de dados vem sendo uma solução viável às empresas que estão adentrando o universo ou, de alguma maneira, já consolidaram suas políticas de governança e execução de inteligência de dados em alto nível e precisam de um operacional no mesmo padrão.

A flexibilidade e a rotatividade de recursos de diversas áreas ao longo do projeto permitem ao squad atuar de forma consultiva e estratégica na criação das fundações necessárias à inteligência de dados e na execução de projetos de Inteligência Artificial, análise e governança de dados, segurança e privacidade da informação, com times de alto desempenho.

Contando com arquitetos de dados e de soluções, UXs/UIs, Engenheiros de dados, de Machine Learning e de software, cientistas e analistas de dados, além de especialistas em BI e visualização de dados, esses squads têm a capacidade de entregarem soluções  de ponta a ponta com autonomia dentro do ambiente de trabalho e certamente com autoridade técnica para tal, agilizando a entrega e alinhando ainda mais o seu resultado às expectativas dos stakeholders em projetos de Big Data e Inteligência Artificial, não perdendo o time to market.

Esse é o resultado primevo. Porém, o compartilhamento de custos permite que o squad entregue diversos projetos em diversas áreas de maneira muito rápida.

E o resultado colateral, ou prático, é que a cultura Data-driven vai sendo implantada demanda a demando, promovendo o olhar sobre o grande valor dos dados e suas responsabilidades,  encorajando a diretorias e os C-levels a confiarem mais nos resultados produzidos por análise de dados e, realmente, a repensarem sobre a direção de suas estratégias. Aqui, cria-se luz onde se dirigia muitas vezes na escuridão.

Por Thiago Mascarenhas é head de Data e Arquitetura da Engineering, companhia global de TI e Consultoria especializada em Transformação Digital

Esther Vasconcelos

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