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Vitamina A na gravidez: Apesar de ser essencial o consumo exagerado pode ter consequências graves

Toda mulher que pretende engravidar sabe que um corpo saudável é a parte mais importante no processo de gestação.

Exercícios físicos e principalmente uma alimentação balanceada, rica em vitaminas, são essenciais para uma gravidez de sucesso.

Porém o que muita gente não sabe é que também existem riscos no excesso de suplementos, principalmente no consumo da vitamina A.

Muitas pessoas acreditam que é suficiente apenas tomar os suplementos comprados em farmácia, mas o processo de formação do feto é muito mais complexo.

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Os níveis de vitamina A, encontrada em alimentos como peixes, carnes, frutas e laticínios, devem ser sempre observados de perto.

“Ao mesmo tempo que a vitamina A é muito importante para o desenvolvimento do bebê, o seu excesso ou falta podem causar malformações fetais”, explica Fernando Prado, ginecologista e obstetra de referência internacional, e especialista em reprodução humana da Clínica Neo Vita.

A vitamina A é responsável pela formação dos olhos, pulmões, rins, ossos, além dos sistemas respiratório, circulatório e nervoso.

“Logo, sua inconstância pode afetar negativamente qualquer um destes componentes, podendo dificultar também o processo pós-parto para as mães, desacelerando a regeneração dos tecidos comprometidos durante o nascimento”, complementa.

Dito isto, os casos de falta da vitamina são raros, por ser tão comum em alimentos do cotidiano.

Mas muitas mulheres que acreditam estar ajudando ao tomarem suplementos vitamínicos por conta própria, sem recomendação médica, acabam excedendo o volume saudável, já que nas pílulas a substância vem em maior concentração.

Para as mulheres que pretendem engravidar ou já estão gestantes, doutor Prado recomenda sempre realizar acompanhamento médico com um profissional de confiança, seguindo as recomendações e conferindo regularmente as perdas e ganhos do organismo.

“O obstetra irá monitorar a paciente durante todo o processo e prescrever as vitaminas de acordo. Não se deve esquecer que suplementos são medicamentos, e automedicação é um risco, principalmente quando se fala de gravidez”, finaliza.

Por Dr. Fernando Prado, ginecologista e obstetra de referência internacional, especialista em reprodução humana

Esther Vasconcelos

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