A emissão da nova nota e os novos impostos

O déficit do governo é, por definição, o superávit do setor privado.

Se os gastos do governo causam um déficit, isso não é problema, pois o governo pode emitir a moeda necessária para fazer frente aos encargos e necessidades futuras.

Será que a emissão da nova nota de R﹩200,00 não estaria dentro deste novo e polêmico cenário?

Será que a criação de um novo imposto não poderia ser evitada? A Moderna Teoria Monetária (Modern Money Theory, MMT) possui agora uma nova história no Brasil.

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No ano passado, diversos artigos do economista André Lara Resende, publicados no jornal Valor Econômico estariam apoiados dentro de alguns de seus princípios.

A inferência da MMT de que se pode emitir moeda doméstica com facilidade, de que se pode estimular o aumento nos gastos públicos sem a necessidade de criação de novos impostos que venham a incidir sobre as atividades da sociedade permite, então, que se tenha recursos para o financiamento de todas as suas necessidades.

O argumento é de que um cenário de crescimento econômico poderia ser criado, promovendo o financiamento de programas governamentais, resolvendo questões de saneamento, segurança, saúde, energia, transportes etc.

Algumas regras não compulsórias podem existir, como a da inflação baixa ou da administração dos prazos de financiamento ao governo.

Esta última condição pode ser resolvida por meio da gestão dos vencimentos dos títulos públicos e que poderia facilitar ainda mais a adoção de seus princípios.

Enquanto houver capacidade ociosa na sociedade, seja na indústria ou no mercado de trabalho, o aumento dos gastos do governo não causará inflação.

Somente quando a economia atinge restrições físicas ou naturais à sua produtividade – como o pleno emprego – é que a inflação acontece porque a oferta não atinge o nível suficiente para atender a demanda elevando os preços.

Neste momento é que prevaleceria a Teoria Monetária ortodoxa.

Por: Agostinho Celso Pascalicchio, doutor em Ciências; mestre em Teoria Econômica pela University of Illinois at Urbana-Champaingn/USA.

Gabriel Dau

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