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O sonho de consolidar o próprio negócio tem se tornado alvo de organizações criminosas em todo o país. Aproveitando-se, muitas vezes, da falta de informação técnica, golpistas têm criado abordagens sofisticadas para enganar Microempreendedores Individuais (MEIs).
As fraudes simulam comunicações oficiais de órgãos renomados, como a Receita Federal, cartórios de protesto e o próprio Sebrae, utilizando pressão psicológica e falsas ameaças para forçar pagamentos rápidos.
A proliferação de canais digitais facilitou o contato direto com os trabalhadores, mas também abriu espaço para o uso de termos jurídicos complexos que geram pânico. Ao receber avisos urgentes de que a empresa está “irregular” ou prestes a ser “protestada”, muitos empreendedores efetuam transferências financeiras sem antes checar a veracidade das informações.
De acordo com denúncias reunidas pelo Sebrae, os golpistas costumam variar as narrativas de abordagem, mas concentram suas ações em três táticas principais no ambiente digital e físico.
A primeira delas envolve o envio de boletos falsos de associações comerciais ou sindicatos. O empreendedor recebe uma correspondência ou e-mail com uma cobrança de valor geralmente baixo, entre R$ 50 e R$ 150, em nome de entidades com títulos pomposos e oficiais. O Sebrae esclarece que nenhuma filiação a sindicatos ou associações é obrigatória para o MEI.
Outro golpe recorrente é a ameaça de protesto em cartório com o envio de uma guia DAS clonada. Por meio de SMS, WhatsApp ou e-mail, os criminosos alertam sobre uma suposta “notificação extrajudicial” ou inscrição em “dívida ativa”, disponibilizando um link para pagamento via Pix.
Esses links direcionam a vítima para páginas falsas que imitam o Portal do Empreendedor. Cabe ressaltar que a Receita Federal e o Sebrae não enviam guias de cobrança por aplicativos de mensagem.
Por fim, há a cobrança indevida por serviços de formalização ou alteração cadastral. Ao buscarem termos como “abrir MEI” em ferramentas de pesquisa, os cidadãos clicam em anúncios patrocinados que parecem governamentais, mas pertencem a empresas privadas que cobram taxas para realizar o cadastro. Todo o processo de abertura, alteração de dados e baixa do MEI é totalmente gratuito se realizado diretamente nos canais do governo.
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O Sebrae reforça que o microempreendedor individual possui uma única obrigação financeira mensal: o pagamento do imposto DAS-MEI (Documento de Arrecadação do Simples Nacional). Este valor é fixo e varia exclusivamente de acordo com a atividade exercida, seja ela comércio, indústria ou prestação de serviços.
A guia do DAS nunca é enviada por terceiros e deve ser emitida pelo próprio empreendedor de forma ativa através dos canais oficiais, como o aplicativo do Sebrae ou o portal federal.
Para evitar prejuízos financeiros e blindar o caixa da empresa, especialistas recomendam a adoção de cuidados diários. O primeiro passo é desconfiar de qualquer tom de urgência. Órgãos oficiais costumam conceder prazos amplos para a regularização de pendências, logo, exigências de pagamentos imediatos sob pena de cancelamento do CNPJ são indícios claros de golpe.
A verificação do endereço eletrônico (URL) também é fundamental. Portais legítimos do governo federal terminam obrigatoriamente com a extensão “.gov.br”. Outro ponto crucial é a conferência do beneficiário antes de concluir qualquer transação financeira.
Seja por boleto ou Pix, o destinatário final do dinheiro deve figurar como a Secretaria da Receita Federal do Brasil ou o Simples Nacional, e nunca o nome de uma pessoa física ou empresa terceirizada.
Caso o microempreendedor receba qualquer tipo de cobrança duvidosa, a orientação é não clicar em links e procurar o suporte gratuito do Sebrae por meio do telefone e WhatsApp 0800 570 0800, ou em postos de atendimento presencial, antes de desembolsar qualquer quantia.
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