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Em plena crise econômica gerada pela pandemia de Covid-19, a grande maioria da indústria da construção brasileira sofreu, de março a julho, expressivos aumentos de preços de seus fornecedores de insumos estratégicos.
Este é o resultado de um levantamento da CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção), realizado com 426 construtoras de 25 estados, entre 16 e 21 de julho.
De acordo com Odair Senra, presidente do SindusCon-SP (Sindicato da Construção), os reajustes estão comprometendo os orçamentos das obras em andamento, e deveriam ser suspensos.
“O momento é de manter as atividades da construção e o emprego dos trabalhadores, para que o setor contribua com a retomada econômica. Os reajustes de preços dos insumos estratégicos são prejudiciais e afetarão negativamente a economia e o emprego como um todo”, afirma.
Das empresas que participaram do levantamento, mais de 75% afirmaram ter aumentos significativos em materiais básicos e sem alternativa de substituição.
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