Conseguir um emprego pode ser critério para o Novo Bolsa Família

O benefício até então chamado “Auxílio Brasil”, está previsto para substituir o atual Bolsa Família. A ideia é aplicar o novo programa ao final do Auxílio Emergencial, todavia, ele permanece em análise pelo Governo Federal. 

Conforme os moldes atuais, o Bolsa Família deixa de ser pago aos beneficiários que ingressaram em um emprego, o que por sua vez, desestimula o cidadão a procurar o trabalho formal, é o que apontam especialistas da área. Vale ressaltar, que ainda não se sabe ao certo se conseguir o emprego será um critério para a concessão do benefício, no entanto, já existe um grupo que defende a aplicação deste requisito.

Caso isso seja estabelecido, os beneficiários do novo programa contariam com duas fontes de renda, enquanto contemplados pelo novo Bolsa Família. Em outras palavras, o cidadão iria receber além do salário referente ao trabalho, o pagamento da cota do benefício.

O que muda com o novo programa?

Além do nome, o Bolsa Família deve passar por outras alterações previstas pelo Governo Federal. Conforme informações oficiais, a promessa é reajustar os valores do programa em pelo menos 50%, de forma que a cota possa chegar até R$ 400. 

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Ainda neste sentido, o valor especulado era de R$ 300, o que por sua vez, preocupa integrantes do Ministério da Economia. Isto porque, esta quantia poderia extrapolar o teto de gastos da união. Conforme os moldes atuais, o Bolsa Família concede por volta de R$ 190 aos seus beneficiários. 

Segundo informações do governo, atualmente 14,6 milhões de famílias são atendidas pelo programa, o objetivo é incluir mais 5,4 milhões de famílias nesse montante. 

Quando o novo Bolsa Família entra em vigor?

Como brevemente introduzido no artigo, o intuito é aplicar o novo programa após a distribuição do Auxílio Emergencial, que tem data para o fim no final de outubro deste ano. Desta forma, a previsão aponta que os repasses começam a partir do mês novembro. 

Contudo, vale destacar, que isto ainda não é certo. Segundo o ministro Paulo Guedes, tudo dependerá do encaminhamento da pandemia do covid-19. 

A proposta referente ao programa já foi levada ao Senado à Câmara dos Deputados, pelos ministros Ciro Nogueira da Casa Civil e Flávia Arruda da Secretaria de Governo, nesta última segunda-feira, dia 2.

Lucas Machado

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