O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (27), subir a taxa básica de juros da Selic em 1,5 ponto percentual, passando dos atuais 6,25% para 7,75% (sendo o maior patamar desde setembro de 2017), naquele ano a taxa estava em 8,5% ao ano. Esta foi a sexta alta consecutiva.
O Comitê afirma ver sinais de uma inflação persistente no Brasil, além dos componentes “voláteis”;
também diz que pode voltar a elevar a Selic em 1,5 ponto em dezembro. Também informa que a tentativa do governo em furar o teto de gastos pode gerar movimentos inflacionários ainda maiores, diz o comunicado.
“O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”.
O Banco Central se reuniu pela sexta vez consecutiva para decidir pela alta na taxa, Os analistas já esperavam pela medida, prevendo que o índice chegue aos dois dígitos em 2022.
Desde agosto de 2020 até março de 2021, os juros ficaram no mínimo histórico de 2%. Foram quatro reuniões do Copom sem alterações na Selic, até o aumento anunciado em março, para 2,75%.
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerada a inflação oficial do país, ficou em 1,16%. Sendo a maior taxa para um mês de agosto desde 1994, quando teve início o Plano Real. Segundo o portal G1, em 12 meses, a inflação atingiu o patamar de dois dígitos: 10,25%, a mais alta desde fevereiro de 2016.
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