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Departamento de justiça dos EUA considera desmembramento do Google após decisão judicial histórica

O desmembramento do Google da Alphabet (GOOGL34) é uma das opções que o Departamento de Justiça dos Estados Unidos está considerando após uma decisão judicial histórica que determinou que a empresa monopolizou o mercado de buscas online, segundo fontes familiarizadas com as discussões.

Conforme relatado pela Bloomberg, há um grupo que defende medidas menos drásticas, como obrigar a big tech a compartilhar mais dados com concorrentes e implementar ações para evitar que obtenha vantagens injustas em produtos de inteligência artificial (IA). Essas ações seriam consideradas uma solução mais “leve”.

Independente disso, é provável que o governo busque proibir contratos exclusivos, que foram o foco central do caso contra o Google. Caso o Departamento de Justiça opte por um desmembramento, as unidades mais prováveis de serem desinvestidas incluem o sistema operacional Android e o navegador Chrome, conforme indicaram as fontes. Também há esforços para forçar a venda do Google Ads, a plataforma usada pela empresa para vender publicidade em texto.

As discussões no Departamento de Justiça se intensificaram após a decisão do Juiz Amit Mehta, em 5 de agosto, que determinou que o Google monopolizou ilegalmente os mercados de buscas online e anúncios de texto. O Google anunciou que irá recorrer dessa decisão, mas Mehta já ordenou que ambas as partes comecem a preparar planos para a segunda fase do caso, que abordará as propostas do governo para restaurar a concorrência, incluindo um possível pedido de desmembramento.

Na quarta-feira, as ações da Alphabet caíram 1,4%, atingindo US$ 161,95 no pregão de pré-mercado.

Na opção mais “dura”, o Departamento de Justiça poderia pedir a separação de algumas unidades da empresa, sendo o Android e o Chrome as mais problemáticas no contexto de monopólio.

O Android, atualmente utilizado em cerca de 2,5 bilhões de dispositivos em todo o mundo, foi destacado na decisão de Mehta. Ele descobriu que o Google exige que os fabricantes de dispositivos assinem acordos para obter acesso a seus aplicativos, como Gmail e Google Play Store.

Essa decisão de Mehta segue um veredito de um júri da Califórnia em dezembro que concluiu que o Google monopolizou a distribuição de aplicativos Android. A empresa teria pago até US$ 26 bilhões a empresas para garantir que seu mecanismo de busca fosse o padrão em dispositivos e navegadores da web, com US$ 20 bilhões indo para a Apple.

Além disso, as autoridades estão considerando forçar a venda do Google Ads, a plataforma que o Google usa para comercializar publicidade. Mehta também descobriu que o Google monopolizou os anúncios que aparecem no topo das páginas de resultados de busca, conhecidos como anúncios de texto de pesquisa, que são vendidos através do Google Ads. Essa plataforma, anteriormente chamada de AdWords, foi renomeada em 2018 e permite que os profissionais de marketing exibam anúncios relacionados a palavras-chave específicas. Aproximadamente dois terços da receita total do Google vêm desses anúncios de pesquisa, somando mais de US$ 100 bilhões em 2020.

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