Um novo modelo de jornada de trabalho vem sendo adotada ao redor do mundo e diz respeito a possibilidade de quatro dias de trabalho ao invés de cinco dias como existem a mais de um século.
O novo modelo de jornada reduzida tem como objetivo melhorar a eficiência e bem-estar dos trabalhadores, assim como aumentar a retenção de talentos e inclusive o aumento de receita.
O novo modelo traz uma redução na carga horária, de 40 horas para 32 horas semanais de trabalho, vale lembrar que essa jornada não impacta na alteração do salário, ou seja, o valor recebido é o mesmo.
Em primeiro momento, o novo formato vem sendo adotado por empresas de tecnologia ao redor do mundo e inclusive no Brasil como a Zee dog, Crawly, Winnin, dentre outras.
Com a prerrogativa de aumentar a qualidade de vida dos funcionários, essas empresas tem colhido um menor nível de estresse pelos trabalhadores, assim como consequente aumento na produtividade.
A redução da jornada de trabalho voltou a chamar atenção, devido ao fenômeno da “grande debandada” onde milhares de profissionais estão pedindo demissão devido ao esgotamento profissional provocado pelo trabalho.
Dessa forma as empresas buscam adotar regimes mais flexíveis para evitar situações como essa, assim como na tentativa de aumentar a produtividade nos seus negócios.
O novo modelo de jornada de trabalho está sendo adotado ao redor do mundo, como no caso doa Nicholson Search do Reino Unido, Ilh Nordic dinamarquesa e a americana Monograph.
Pegando alguns exemplos, temos também a empresa Shake Shack de fast food que reduziu a jornada de trabalho para 32 horas mantendo os mesmos salários dos funcionários. Onde mais de um terço dos seus restaurantes já adotaram a mudança.
No caso da empresa Escocesa Pursuit Marketing, a redução na jornada de trabalho trouxe um impacto extremamente positivo, onde, foi identificado um aumento de 22% na produtividade após adotar o novo sistema de jornada.
Segundo informações do diretor do centro de pesquisas sobre bem-estar da Universidade de Oxford, no Reino Unido, Jan-Emmanuel De Neve, estudos avaliam o impacto de quatro dias na jornada de trabalho como positivo em termos de produtividade e bem estar entre os funcionários.
“Não vi nenhum estudo que apontasse para o resultado oposto”, disse o direito em uma entrevista à BBC.
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