Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil
Ao que tudo indica existe a possibilidade da prorrogação dos efeitos da pandemia do Covid-19 no início de 2021. Caso isso ocorra a equipe econômica do governo está em busca de algumas saídas caso seja necessário uma nova prorrogação do auxílio emergencial no ano que vem.
Paulo Guedes, ministro da Economia já havia dito que o governo não tem intensão alguma de prorrogar o auxílio emergencial, contudo caso ocorra uma segunda onda do vírus o benefício pode acabar continuando.
Ala política do governo também voltou a defender uma possível prorrogação do auxílio emergencial por mais dois ou três meses em 2021A, contudo assessores afirmam, porém, que o presidente Jair Bolsonaro ainda não tomou nenhuma decisão sobre o tema e deve fazê-lo logo depois do segundo turno das eleições municipais.
De acordo com o G1 um assessor presidencial disse ao blog que “a decisão é do presidente Bolsonaro e, até agora, ele não tomou uma posição. Deve decidir entre esta e a próxima semana, sabendo da importância do benefício para a população que está em situação de vulnerabilidade”.
Além da pressão pela prorrogação do auxílio emergencial, muitos técnicos da equipe econômica estão na dúvida sobre como estender o pagamento do benefício sem passar o teto de gastos a regra que proíbe que as despesas da União cresçam mais rápido do que à inflação.
Pelo texto atual o pagamento do auxílio emergencial só poderá ser pago até dezembro deste ano, que é o período em que dura o estado de calamidade pública.
Durante as duas prorrogações do auxílio, no entanto o governo se viu obrigado a ceder porque não havia definição sobre um novo programa social para dar suporte financeiro para mais beneficiários.
A possibilidade de prorrogação do auxílio, sem a definição de cortes de gastos para acomodar a despesa no orçamento do ano que vem, tem gerado tensão no mercado. Como reflexo, na última semana o dólar acabou tendo uma alta e juros futuros também subindo.
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