Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Paulo Guedes está sendo pressionado por parlamentares que querem o retorno do auxílio emergencial. O motivo está no fato do agravamento da pandemia do novo coronavírus, nos primeiros meses do ano.
O que fez o governo sair da negação e admitir um possível retorno do benefício. O próprio ministro da Economia, Paulo Guedes começou a falar mais abertamente sobre a possibilidade de acontecer novos pagamentos do auxílio. Porém, foi firme em dizer que precisará de uma contrapartida para satisfazer as regras fiscais vigentes – ponto que pode não encontrar convergência no parlamento.
O assunto auxílio emergencial vem sido defendido pelos atuais presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Tanto Arthur Lira (PP-AL) quanto Rodrigo Pacheco (DEM-MG) são favoráveis ao benefício, porém, querem que o teto de gastos seja respeitado.
Até o presidente Jair Bolsonaro que era contra o retorno do benefício, parece ter mudado de ideia. Na segunda-feira (8), ele sinalizou que será possivel o retorno do benefício. “Eu acho que vai ter, vai ter uma prorrogação”.
“Sabemos que estamos no limite do nosso endividamento e devemos nos preocupar com isso. Temos um cuidado muito grande com o mercado, com os investidores e com os contratos. Nós não podemos quebrar nada disso, caso contrário, não teremos como garantir realmente que o Brasil será diferente lá na frente”, afirmou em cerimônia no Palácio do Planalto.
Na quinta-feira (4), o ministro Paulo Guedes avisou que é possível uma nova rodada do auxílio emergencial, mas, para metade do público original do auxílio. Ou seja, reduzindo os beneficiários de 64 milhões para 32 milhões.
Guedes diz que para retornar com o auxílio emergencial, precisará que o Congresso aceite uma “cláusula de calamidade” para regulamentar a liberação de recursos e o acionamento de gatilhos fiscais em um momento de severa crise provocada por causas imprevisíveis.
Então, precisará haver um entendimento entre o Congresso Nacional e o Governo para a liberação do auxílio emergencial. Até porque o governo deseja pagar parcelas de R$ 200 por três meses e os parlamentares desejam valores maiores.
Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha -jornalista do Jornal Contábil
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