Fonte: Google
A prática de usar o mesmo celular para acessar mais de uma conta no aplicativo do Caixa Tem pode resultar no bloqueio do aplicativo, que consequentemente, deixará o beneficiário desamparado pela falta do auxílio emergencial, abono salarial do PIS/Pasep, além de outros recursos que têm sido disponibilizados pelo Governo Federal através da plataforma.
De acordo com a Caixa Econômica Federal (CEF), por razões de segurança, o aplicativo reconhece somente uma conta por número de celular (chip), além de até duas contas por aparelho.
A partir do momento em que o aplicativo é bloqueado pelo uso de mais contas do que o permitido, é preciso se dirigir pessoalmente até uma agência da Caixa, a qual informa que o desbloqueio é feito imediatamente, embora os usuários possam reclamar da demora no atendimento e do risco de contaminação durante a pandemia.
O Caixa Tem se trata do aplicativo utilizado para acessar e movimentar a poupança social digital da respectiva instituição bancária, a qual tem sido bastante utilizada para o depósito do auxílio e benefícios governamentais, com exceção do Bolsa Família anteriormente.
Entretanto, desde o mês de dezembro, a Caixa Econômica passou a utilizar o aplicativo para depositar os valores direcionados aos beneficiários do Bolsa Família, bem como, para o abono salarial do PIS/Pasep.
Desde o princípio, o aplicativo era usado somente para a movimentação do Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm) voltado para empregados intermitentes.
A professora, Ana Paula Santos, de 44 anos, enfrentou este problema e ter o aplicativo bloqueado.
Residente em Angra dos Reis (RJ), ela recebe o auxílio emergencial, mas também é responsável por gerenciar a conta da mãe, que mora em Volta Redonda (RJ).
“As coisas lá [em Volta Redonda] estão cada vez piores, aí achei melhor que ela não fosse mais na lotérica enfrentar fila.
Minha mãe tem 70 anos e é cheia de comorbidades.
Então eu acessava o Caixa Tem pelo meu celular, com o CPF dela”, contou.
Na oportunidade, a professora ainda relatou as dificuldades em conseguir um atendimento presencial na única agência da Caixa Econômica em Angra dos Reis, município com aproximadamente 207 mil habitantes.
“Como é que eu vou fazer para ir lá com meu bebê pequeno, sabendo que vou ficar oito horas na fila”, questionou.
Por fim, Ana Paula declarou que o que lhe resta é explicar para a mãe, por telefone, como acessar o Caixa Tem por conta própria; “Vamos tentar assim, não sei se dará certo”, finalizou.
A operadora de caixa, Claudirene Coelho, de 43 anos, afirma que já se dirigiu até uma agência da Caixa Econômica em Santa Luzia (MG) para tentar solucionar o problema referente ao aplicativo, mas que não obteve êxito.
Na ocasião, ela foi informada de que a conta foi bloqueada devido a tentativa de ataque hacker.
“Fiz os testes na presença dos funcionários da agência, mas eles me falaram que não podiam fazer mais nada.
O suporte tecnológico da Caixa disse que tinha um bloqueio por monitoramento e, mesmo informando todas as vezes em que fui até a agência, me ifnoraram”, contou.
Conforme informações da Caixa Econômica, aqueles usuários que forem notificados com a mensagem “Procure uma agência da Caixa com seu documento de identidade para regularizar seu cadastro”, deve seguir à risca essa orientação para regularizar a conta, uma vez que a instituição bancária afirmou que o desbloqueio em uma das agências é imediato
No entanto, em situações que relatam a “inconsistência cadastral”, o beneficiário deverá realizar um novo acesso ao aplicativo, além de enviar a documentação solicitada, sem precisar ir à agência.
Neste caso, o Caixa Tem deverá enviar uma mensagem com um link que redireciona o usuário para uma conversa no aplicativo do WhatsApp.
Por Laura Alvarenga
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