Típica de países subtropicais e tropicais, como é o caso do Brasil, a malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium transmitidos pela picada da fêmea infectada do mosquito do gênero Anopheles, também conhecido como mosquito-prego. O clima brasileiro, principalmente na região amazônica, é favorável para o desenvolvimento do vetor, que é mais encontrado ao entardecer e ao amanhecer. No entanto, também costuma aparecer durante o período noturno.
A fêmea do mosquito precisa de sangue para garantir o amadurecimento e a postura dos ovos. O ciclo começa quando o mosquito pica uma pessoa com malária sugando o sangue com parasitos (plasmódios). No mosquito, os plasmódios se desenvolvem e se multiplicam. O ciclo se completa quando mosquitos infectados picam outra pessoa.
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A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Ethel Maciel, explica que, para prevenir e evitar novos casos de malária, é fundamental que o paciente tenha o diagnóstico e inicie o tratamento assim que apresentar os primeiros sintomas da doença. “O tratamento imediato e correto busca atingir o parasito em pontos-chaves de seu ciclo evolutivo, impedindo o desenvolvimento de formas infectantes para o mosquito e interrompendo a transmissão de plasmódios”, acrescenta a secretária.
Os locais geralmente escolhidos pelos mosquitos da malária para fazer criadouros são coleções de água limpa, sombreada e de baixo fluxo, como rios, igarapés, lagos e represas. Os sintomas mais comuns da doença envolvem febre alta, calafrios, tremores, sudorese e dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica.
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Com o slogan “O combate à malária acontece com a participação de todos: cidadãos, comunidade e governo”, o Ministério da Saúde lançou a campanha de prevenção, controle e eliminação da doença. O objetivo é alertar a população, profissionais de saúde e gestores sobre os riscos da malária.
Em 2022, de acordo com dados preliminares, foram registrados mais de 129 mil casos no país, com redução de 8,1% em relação a 2021. Apesar da queda, o país não atingiu a meta estabelecida, de, no máximo, 113 mil notificações para o número de casos autóctones, alcançando um resultado de quase 127 mil casos contraídos localmente. Já em relação aos óbitos, o Brasil registrou 37 mortes pela doença em 2019, 51 em 2020, 58 em 2021 e 50 óbitos em 2022.
Fonte: Ministério da Saúde
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