Ex-ajudante de ordens de Bolsonaro é preso em operação contra dados falsos de vacina

Nesta quarta-feira (3), a residência do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília foi alvo de buscas realizadas pela Polícia Federal.

Além disso, o tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, juntamente com outros cinco indivíduos, foram detidos pelos policiais.

Jair Bolsonaro não teve mandado de prisão expedido, mas ele deve prestar depoimento à Polícia Federal em Brasília nesta quarta-feira.

A defesa do presidente solicitou que este depoimento seja adiado, a operação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes como parte de uma investigação sobre “milícias digitais” que já tramita no Supremo Tribunal Federal.

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A polícia chegou na madrugada ao apartamento onde o ex-presidente morava desde seu retorno ao Brasil em março. Por volta das 9h20, não havia viaturas da Polícia Federal em frente à casa de Bolsonaro.

Brasília (DF), 03/05/2023 – Polícia Federal faz busca e apreensão na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Leia Também: Ex-Presidente Jair Bolsonaro É Alvo De Operação Da Polícia Federal

Prisão do tenente-coronel Mauro Cid Barbosa

O tenente-coronel Mauro Cid Barbosa, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL) foi preso em uma operação que investiga a inserção de dados falsos de vacinação contra a covid-19.

Os dados falsos foram inseridos no período de novembro de 2021 a dezembro de 2022 nos sistemas SI-PNI e RNDS do Ministério da Saúde.

Segundo a polícia, a informação trata da condição de imunização contra a covid-19 e essas pessoas conseguiram produzir cartões de vacinação para serem usados ​​para contornar as atuais restrições sanitárias impostas pelo Brasil e Estados Unidos.

As investigações sugerem que o grupo visa alinhar elementos de identidade com seus códigos ideológicos, neste caso para sustentar discursos voltados ao ataque às vacinações contra a covid-19.

As ações acontecem em meio a um processo no Supremo Tribunal Federal, uma investigação policial sobre o que costuma ser chamado de manifestação de uma “milícia digital”.

Os fatos investigados teoricamente configuram crimes como violação de medidas preventivas de saúde, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e suborno de menores.

Esther Vasconcelos

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