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Morar no exterior: O que eu preciso saber?

Morar fora do país é um sonho para muitos brasileiros, já que pode abrir excelentes oportunidades profissionais e acadêmicas, além do fato de estar em contato com diferentes culturas, o que é altamente recompensador.

Para realizar este sonho, é essencial se planejar, pois há uma série de questões burocráticas envolvidas, além da organização no que tange à moradia, alimentação, transporte, saúde e afins.

Se você também deseja trilhar seu futuro fora do solo tupiniquim, então veio ao lugar certo! Vamos conferir números e dicas sobre o assunto, de modo que você saiba por onde começar para colocar os planos em prática.

Quantos brasileiros vivem fora do Brasil?

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Curiosamente, esta é uma questão para a qual não existe uma resposta definitiva e atualizada por conta da falta de coleta de dados sobre o tema.

Os dados mais atualizados e confiáveis sobre o tema são do Relatório Internacional de Migração, do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais da Secretaria das Nações Unidas (Desa), que afirma haver 1,6 milhão de brasileiros morando no exterior no primeiro semestre de 2017, número 3,5% maior que o de 2015.

Para fins de comparação, o número é maior que da população estimada de 2019 de 18 capitais brasileiras pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com exceção de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Manaus, Curitiba e Recife.

O continente preferido para esses imigrantes é a Europa, que abrigava por volta de 635 mil brasileiros na época de divulgação do relatório. Em relação aos países que mais recebem brasileiros, a lista é encabeçada pelos seguintes, com o respectivo número de pessoas e a porcentagem entre os imigrantes brasileiros:

  1. Estados Unidos (367.000, 22%)
  2. Japão (206.976, 12,8%)
  3. Portugal (136.631, 8,4%)
  4. Itália (106.040, 6,5%)
  5. Espanha (100.128, 6,2%)

Em relação às declarações de saída definitiva do Brasil, os números também vêm aumentando. A Receita Federal afirmou que, em 2018, foram entregues 22,4 mil declarações, aumento de 5,66% em relação às 21,2 mil do ano de 2017.

Quando o assunto é o interesse em sair do país, porém, os números são bem maiores. Uma pesquisa do Datafolha, de maio de 2018, mostrou que 70 milhões de brasileiros a partir de 16 anos de idade sairiam do país se tivessem oportunidade. O destaque fica na faixa etária de 16 a 24 anos: 62% responderam positivamente.

Ainda que não haja números tão atualizados e precisos a respeito de quem mora fora do Brasil, é possível ver que ele representa uma parcela significativa da população, e se os interesses se mantiverem assim, a tendência é de aumentar cada vez mais.

O que fazer para ser o próximo a morar no exterior?

É preciso seguir a alguns passos, de fato, mas nada demasiadamente difícil. Confira

Esteja firme em sua decisão

Tanto pelos trâmites burocráticos quanto pelos custos e as oportunidades que podem ser perdidas no Brasil, é essencial estar certo do que quer antes de concluir a decisão.

Se você tem este objetivo mas acha que o momento ideal ainda não chegou, não tem problema. Amadureça a decisão em sua mente, guarde dinheiro e, quando chegar o momento, coloque os planos em prática.

Busque saber em quais países pode morar legalmente

Mudar de país não é igual a mudar de cidade. Para que eles te aceitem como morador, é preciso seguir a uma série de exigências.

O que pode ser feito para evitar problemas é procurar saber quais são os países em que você pode morar. Se tiver algum antecedente de outra nacionalidade, por exemplo, é bem mais fácil conseguir morar no país em questão.

Caso contrário, se não houver nenhuma ligação neste sentido, é preciso seguir as exigências do país desejado, como já chegar com um emprego garantido ou ter passaporte e/ou visto que concedam direitos especiais, por exemplo.

A man preparing to travel

Saiba para onde e quando quer ir

Há 194 países em todo o mundo (exceto o Brasil) de acordo com as Nações Unidas, ou seja, opções de escolha não faltam. Por mais difícil que seja, você precisa escolher o país que deseja ter como sua nova moradia – processo que é facilitado depois de saber quais são as opções aplicáveis, como visto no passo anterior.

Isso é determinante pelo fato de que cada um possui diferentes exigências legais e burocráticas, o que demanda um planejamento bem específico. Caso contrário, as chances de se deparar com um problema são maiores.

A data também deve estar em pauta, pois te ajudará a programar melhor cada passo necessário.

Guarde mais dinheiro do que o necessário

Fazer uma estimativa de orçamentos é obrigatório para saber como se manter em terras estrangeiras, mas fechar a conta exatamente em cima do valor não é recomendável.

Não se sabe quando será necessário ter alguma despesa adicional, como com remédios ou uma viagem inesperada, e isso deve estar contemplado em seu orçamento, já que a realidade na qual estará inserido é bem diferente da que está acostumado no Brasil.

Prepare toda a documentação com antecedência

Não há como se aprofundar muito aqui pelo fato de que as exigências variam conforme o país, mas, via de regra, todos os documentos que você precisa devem estar no idioma do país de destino, de modo que sua validade legal seja assegurada.

Isso é feito através das traduções juramentadas, que quando exibidas em conjunto com o documento original, possuem sua validade legal resguardada. Caso contrário, não será possível fazer as possíveis comprovações necessárias.

Para esclarecer as dúvidas, procure a repartição consular do país desejado, onde poderá obter todo o suporte necessário para tal.

Procure saber sobre o seguro viagem

Essa é outra questão que varia de acordo com o país, mas busque saber sobre o tema para evitar surpresas.

Em todos os países da Europa, por exemplo, sua presença é obrigatória, já que eles fazem parte do Acordo de Schengen, e a cobertura mínima deve ser de € 30.000. Porém, mesmo onde é opcional, vale a pena investir pois acidentes, despesas médicas e afins são problemas aos quais todos estão sujeitos.

Coloque seu sonho de morar fora do Brasil em prática!

O processo é um pouco trabalhoso, mas certamente vale a pena por quem deseja vencer as barreiras geográficas e estar legalmente apto a seguir com sua vida em outro país.

Não se esqueça de observar todas as dicas,e procurar pela tradução juramentada o quanto antes para evitar atrasos e tirar todas as dúvidas antes de sair do Brasil, de modo que a experiência seja a mais maravilhosa possível!

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Leonardo Grandchamp

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