Nova bandeira tarifária para a energia elétrica

O Ministro das Minas e Energia Bento Costa Lima Albuquerque fez um pronunciamento à nação na noite de ontem. O Brasil passa por uma crise hídrica e isso está afetando o funcionamento das hidrelétricas que estão em sua capacidade máxima. Isso está refletindo no alto custo da energia elétrica no país. Como consequência,o governo federal determinou a criação de uma nova bandeira tarifária para arcar com  estes  custos elevados 

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) afirma que a arrecadação já realizada no atual patamar vermelho 2, é insuficiente para fazer frente aos custos reais observados e previstos para fazer frente aos próximos meses  que ainda serão secos. 

O novo patamar da Bandeira Tarifária, levará o nome “Escassez Hídrica” e o valor do kWh será de R$ 14,20, com vigência  a partir de hoje, dia 1º de setembro de 2021 e seguirá até 30 de abril de 2022.  Este valor representa um aumento de 49,6% na comparação com a taxa aplicada até 31 de agosto, que era de R$ 9,49 por cada 100 quilowatts-hora consumidos.

Segundo o ministério, a bandeira “Escassez Hídrica” provocará aumento de 6,78% na tarifa média dos consumidores. A Aneel já tinha expectativa de nova alta, a ser promovida após uma revisão dos parâmetros de cálculo, mesmo após o acréscimo de 52% na bandeira vermelha patamar 2, realizado há dois meses. 

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No período de doze meses encerrados em julho, a tarifa média de energia no país subiu 20%. O aumento de julho já teve fortes efeitos na inflação, junto com outros fatores como alta das commodities e quebras nas cadeias produtivas. Até o momento, o Ministério de Minas e Energia afasta um cenário de riscos de desabastecimento, mas uma nota recente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) alerta para risco de apagão caso o país não aumente em 8% a sua oferta de energia entre os meses de setembro e novembro.

Bônus para quem reduzir consumo

Junto do anúncio da nova tarifa, o Ministério de Minas e Energia confirmou as regras propostas para o Programa de Incentivo à Redução Voluntária do consumo de energia elétrica, aplicável aos consumidores de pequeno porte, como os residenciais. 

Ele estará vigente a partir de hoje, com bônus de R$ 50 por 100 kWh reduzidos, limitado à faixa de economia entre 10% e 20%. Consumidores de baixa renda que aderem à tarifa social também poderão participar. Os recursos para arcar com o “bônus” virão dos Encargos de Serviço do Sistema (ESS), já cobrados na fatura mensalmente. Segundo o Ministério, o bônus deve custar cerca de R$ 339 milhões por mês, ou seja, R$ 1,3 bilhões no período de quatro meses.

Ana Luzia Rodrigues

Formada em jornalismo há mais de 30 anos, já passou por diversas redações dos jornais do interior onde ocupou cargos como repórter e editora-chefe. Também já foi assessora de imprensa da Câmara Municipal de Teresópolis. Atuante no Jornal Contábil desde 2021.

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