PEC Emergencial pode atrasar a volta do auxílio emergencial

A PEC Emergencial está prevista para ser votada nesta quinta-feira (25), ela será a abertura de um caminho para retomada do auxílio emergencial. Porém, alguns obstáculos podem adiar a votação para a semana que vem, e com isso, atrasar o pagamento do auxílio. O motivo está na rejeição de líderes de partidos no Senado a desvinculação de gastos com saúde e educação, que foi incluída no parecer.

Para desespero de muita gente, o auxílio emergencial ficará mais longe ainda de acontecer. Tudo por causa da polêmica proposta de desvinculação de gastos com a saúde e educação que consta no parecer do relator da PEC Emergencial, o senador Márcio Bittar (MDB-AC). Os líderes de partidos, tanto de centro como de esquerda, estão dizendo que a manutenção desse ponto no texto vai prejudicar um acordo para a votação da matéria em dois turnos no Senado, nesta quinta-feira (25), o que deverá frustrar os planos do presidente da Casa Rodrigo Pacheco (DEM-MG).

Segundo o Jornal Correio Braziliense, a pressão que os paramentares estão fazendo, levou Pacheco a considerar um adiamento da votação.

Na verdade, a votação terá de ser em dois turnos por se tratar de uma emenda à Constituição, tendo no mínimo, 49 dos 81 senadores, para a matéria ser aprovada. Entre os dois turnos, é necessário um intervalo regimental de cinco dias úteis, mas esse interstício pode ser revisto se houver entendimento entre os líderes. para complicar ainda mais a situação, os líderes partidários exigem o cumprimento do prazo regimental de cinco dias, para que possam apresentar emendas.

A confusão toda começou, quando o senador Bittar apresentou seu parecer a líderes partidários, na segunda-feira. O texto propõe um protocolo de responsabilidade fiscal e uma “cláusula de calamidade” para que o governo possa manter o pagamento do auxílio emergencial sem respeitar o teto de gastos.

Para garantir os recursos necessários à concessão do benefício, o relator incluiu na matéria a proposta de desvinculação das receitas previstas na Lei Orçamentária para saúde e educação.

Segundo o Portal Uol, outro ponto polêmico é a revogação do repasse de 28% das receitas do FAT ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), medida tentada na reforma da Previdência, mas que acabou não avançando pelas resistências de se tirar essa fonte de recursos do banco de fomento.

O parecer acaba com os porcentuais mínimos, tirando todos os carimbos em cima das despesas. Dessa forma, o Congresso Nacional terá de definir ano a ano a fatia de recursos para as duas áreas, assim como os legislativos estaduais e municipais. Líderes partidários criticam a medida argumentam que há risco de, na prática, reduzir investimentos no setor de ensino e na saúde em plena crise de covid-19.

Pelo jeito, a PEC Emergencial vai obrigar os brasileiros que estão precisando do auxílio emergencial, esperar os políticos entrarem em um acordo para liberar o pagamento do benefício.

Edição por Jorge Roberto Wrigt Cunha – jornalista do Jornal Contábil

Jorge Roberto Wrigt

Postagens recentes

Governo libera saldo residual do FGTS para 10,5 milhões de trabalhadores

Quem aderiu à modalidade de saque-aniversário ou foi demitido sem justa causa entre 2020 e…

16 horas atrás

Como a Trade24Seven acompanha as novas exigências de segurança digital dos brasileiros

A segurança digital se tornou um dos assuntos mais relevantes dentro do ambiente financeiro online.…

16 horas atrás

IR 2026: Saiba como declarar dependente incapaz após mudança de curatela

Regra permite que o mesmo dependente conste em duas declarações no ano de transição, mas…

17 horas atrás

MEI precisa ter certificado digital?

Tecnologia é indispensável para MEIs que emitem nota fiscal eletrônica ou possuem funcionários

17 horas atrás

Receita reduz pela metade prazo para empresas confirmarem notas fiscais

Prazo para empresas confirmarem ou recusarem notas fiscais cai pela metade a partir de 1º…

20 horas atrás

Reta final do IR 2026: quase 10 milhões ainda não declararam

Prazo termina sexta-feira (29) e quem perder a data limite estará sujeito a multa

21 horas atrás