Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprova proposta que amplia o crédito ao pequeno empresário
Pequenos empresários de todo o Brasil convivem com juros elevados, burocracia e escassez quando o assunto é crédito para os seus negócios. Isto ocorre, pois, na maioria das vezes, a empresa é aberta com pouco planejamento e os sócios fundadores são os primeiros operadores do negócio e não possuem níveis adequados de organização.
Este problema, causado pela necessidade de cuidar da operação e fazer desde o café, até a gestão financeira da empresa, torna quase impossível a missão de ter documentos e um nível de organização adequado, causando impacto direto quando este pequeno empresário busca crédito no mercado.
Bancos tradicionais oferecem linhas de crédito ao MEI e ao pequeno empresário, porém, para compensar o risco de inadimplência, praticam juros elevados, tornando o dinheiro “caro” para quem necessita de recursos.
Estes mesmos bancos, públicos e privados, possuem linhas de crédito mais “baratas”, através de programas como o PRONAMPE e aquelas oferecidas através do BNDES por exemplo, porém, a exigência de documentos como Certidão Negativa de Débitos e uma análise muito mais criteriosa tornam o acesso a este crédito quase que impossível aos que mais precisam, e os recursos são, na maioria das vezes, destinados a grandes companhias.
Diante deste cenário, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara dos Deputados aprovou a proposta de autoria do Deputado Alencar Filho, que obrigaria o BNDES a destinar no mínimo 30% de seus recursos para financiamentos em condições mais favoráveis a microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte.
A ideia do projeto é facilitar o acesso ao crédito do BNDES, que em comparação às linhas de crédito ofertadas no mercado, possui condições mais favoráveis ao pequeno e médio empresário, bem como taxas de juros muito menores do que as praticadas por instituições financeiras tradicionais.
A proposta ainda tem um caminho longo até que seja votada como lei. Seguindo os tramites legislativos normais, deve passar agora pelas Comissões de Finanças e Tributação e, posteriormente, será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça, para então, se aprovada nestas comissões, ser votado o projeto pela Câmara dos Deputados.
Devemos lembrar que, no ano de 2022, teremos eleições para Presidente da República, Senadores, Deputados Federais, Governadores e Deputados Estaduais, sendo que, historicamente, projetos como o proposto, possuem maior facilidade e agilidade no trâmite pelo grande apelo popular que possui.
Empresários de todo o Brasil acompanham a evolução do projeto e aguardam com ansiedade por sua aprovação, que além de injetar dinheiro na economia, neste período em que vivemos uma retomada da atividade econômica, recursos como os disponibilizados pelo BNDES representam a continuidade de muitos negócios e, consequentemente, a manutenção da renda e do emprego de muitos brasileiros.
Advogado tributarista, Fábio Ferraz, sócio da Tributtax.
Valores recebidos fora da renda mensal têm sido usados para quitar pendências, aliviar juros e…
Novo conceito de "receita bruta" inclui taxas, juros e receitas acessórias, exigindo atenção dos escritórios…
Autarquia vai injetar recursos na economia para mais de 39 milhões de pessoas no país
As provas estão marcadas para os dias 8 e 15 de novembro. Veja o cronograma…
1º lote tem R$ 16 bilhões liberados para oito milhões de contribuintes
Entidades representativas têm até as 18h do dia 15 de junho para submeter suas contribuições…