Tomaz Silva/ Agência Brasil
Há algum tempo a Petrobras declarou que seria incapaz de abastecer as distribuidoras de combustíveis do país, de modo a não conseguir atender a demanda do mercado. Em razão disso, cresceram os rumores de uma possível crise de abastecimento no Brasil.
Acontece que muitas distribuidoras, em especial, as de grande porte, poderão optar pela importação de combustíveis, todavia, isto pode elevar ainda mais o preço da gasolina, devido influência da alta do dólar.
Além disso, a Petrobras possui uma política de preço cujo objetivo é manter a competitividade no mercado frente aos valores do exterior, e até momento a estratégia tem sido elevar o valor da gasolina, prejudicando ainda mais o consumidor.
Conforme o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ao falar sobre o risco de desabastecimento de combustíveis, e defendendo a política de Preço de Paridade de Importação (PPI).
“Temos de ter preocupação grande com desabastecimento. Porque a importação leva no mínimo 90 dias. Temos uma parcela do mercado, cerca de 20%, que não é da Petrobras. Mudar qualquer coisa, tem que ser com critério, transparência e governança.” Disse Albuquerque em audiência
Por fim, conforme Lucas Dezordi, economista e professor da Universidade Positivo (UP), se o desabastecimento, de fato, ocorrer, isto será mais pontual. Ou seja, será de maneira mais local e não atingindo todas as regiões do país, gerando uma crise de nível nacional.
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