Foto: Sergey Bobok / AFP
Em meio ao risco de uma guerra iminente o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken alertou nesta sexta-feira (11) que a Rússia pode invadir a Ucrânia “a qualquer momento”.
“A invasão pode acontecer a qualquer momento e, sejamos claros, pode ocorrer inclusive durante os Jogos Olímpicos”, afirmou, referindo-se a hipóteses lançadas sobre o desejo da Rússia de esperar que esse importante evento esportivo termine para não ofuscar seu aliado, a China.
Além disso, diversos países como os Estados Unidos, Japão, Holanda e Coreia do Sul estão solicitando para que os seus cidadãos deixem a Ucrânia imediatamente.
“Estamos lidando com um dos maiores Exércitos do mundo”, afirmou o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden. É uma situação muito diferente, e as coisas podem enlouquecer rapidamente”.
Até o momento a Rússia já mobilizou mais de 100 mil soldados para a fronteira com a Ucrânia. A rivalidade entre os países possui raízes históricas.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin já havia declarado que a Ucrânia foi “criada por Lenin” nos primeiros anos da União Soviética, considerada uma forma de negar as especificidades da nação, que Putin considera como artificial.
As investidas da Rússia na Ucrânia sempre foram importantes para os russos que têm como pano de fundo a tentativa de reorganizar o cenário geopolítico da história.
No entanto, do lado da Ucrânia, o país insiste em dizer que nada mudou e não há necessidades de preocupação e de ninguém deixar o país.
No entanto, nesta sexta-feira a Ucrânia apelou ao Documento de Viena sobre Redução de Riscos e exigiu que a Rússia dê explicações detalhadas sobre as suas atividades militares perto da fronteira em que mais de 100 mil soldados Russos estão mobilizados.
“Ativamos oficialmente o mecanismo de redução de risco de acordo com o parágrafo três do documento de Viena e solicitamos à Rússia que forneça explicações detalhadas sobre as atividades militares nas áreas adjacentes ao território da Ucrânia e na Crimeia temporariamente ocupado”, escreveu o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, no Twitter.
“A Rússia tem 48 horas para responder ou, caso contrário, a Ucrânia recorrerá a Moscou, bem como aos outros Estados participantes do Documento de Viena, para convocar uma reunião extraordinária onde a Rússia terá que fornecer explicações”.
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