Sebrae defende aprovação de melhorias para o Simples Nacional


O presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Guilherme Afif Domingos, defendeu o projeto Crescer Sem Medo (PL 125/15), que institui novos limites de faturamento para micro e pequenas empresas do Simples Nacional, em evento com empresários, no Centro do Rio de Janeiro. O projeto de lei complementar está previsto para entrar na pauta do Senado Federal na próxima semana.

Entre outros pontos, o projeto, que já foi aprovado na Câmara dos Deputados, estabelece novos limites e tabelas para enquadramento no sistema do Simples e a criação das Empresas Simples de Crédito (ESC). A ideia do projeto é criar uma rampa suave de tributação progressiva para que empresários não tenham os negócios inviabilizados ao mudar de faixa.

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“Essa medida vai evitar que um empresário precise abrir vários CNPJs”, defendeu Afif, que foi ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. O presidente do Sebrae também assinou, no evento, um acordo de cooperação técnica com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) para melhorar o acesso dos pequenos negócios à proteção de seus principais ativos intangíveis, como marca, design de embalagens e produtos, programas de computador e patentes de tecnologia, de modo a ampliar a competitividade do setor. “Agora, nós estamos quebrando esse mito, por meio de um processo de simplificação para microempreendedor individual (MEI), microempresa e empresas de pequeno porte”, disse Afif.

O presidente lembrou ainda que as empresas do Simples têm um peso fundamental na economia, mesmo em um período de desaceleração da atividade. “De 2014 para 2015, a queda geral de arrecadação foi de 4,66%, enquanto a arrecadação do Simples subiu 2,92% no mesmo período”, ressaltou Afif.

BEM MAIS SIMPLES

Afif abordou ainda o programa Bem mais Simples Brasil, que tem como diretrizes principais eliminar exigências que ficam obsoletas com a tecnologia, unificar o cadastro e a identificação do cidadão, dar acesso aos serviços públicos em um só lugar. “É necessário tornar simples, o complicado afasta e gera mais empresas na informalidade”, disse.

De acordo com o presidente, o sistema deve agilizar o processo de abertura de empresa para dois dias. A previsão é que o programa venha para o Rio depois das Olimpíadas. Para o líder da área de impostos da PricewaterhouseCoopers Brasil, Carlos Iacia, o Simples tem beneficiado o empreendedorismo brasileiro. “O Simples é um avanço, já que pagar todos os tributos em guia única evita a inadimplência”, concluiu.

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