Segurança para as PME’s durante as vendas de Natal

Períodos com alto volume de vendas deixam os empresários do varejo entusiasmados. Porém, esse movimento intenso também aumenta vulnerabilidade dos negócios

Sim, o vendedor também está sujeito a golpes, e é necessário estar atento para que as transações sejam de fato um sucesso: sem a devida prevenção, há risco de fazer vendas para clientes fraudulentos — pessoas utilizando dados e informações financeiras de outras para realizar compras. Uma única fraude pode ter um impacto enorme para o negócio.

“Em momentos como o dezembro, que antecede o Natal, as oportunidades aumentam. É como se abrisse uma barragem quando chega a data, despejando um alto volume sobre as empresas, que precisam lidar com isso”, afirma Hederson Albertini, sócio fundador e atual CEO da Assertiva Soluções – birô de crédito focado nas PME’s. “O trabalho como um todo aumenta, das vendas à mesa de análise, o que amplia a chance da ocorrência de fraudes. Por conta da correria, é muito importante estar preparado para não descuidar dos detalhes analisados e das políticas anti fraudes.”

Pensando nisso, a Assertiva separou algumas dicas para o sucesso das vendas nesse período:

Não cair na tentação de criar falsas campanhas.

Sabemos que o país como um todo encareceu nos últimos meses. Isso pode levar a “soluções criativas”, como o aumento de preço nas semanas anteriores para uma criar uma falsa promoção na data. Isso pode ser um tiro no pé, pois mancha a imagem da empresa no futuro.

O risco de fraude por falsidade ideológica, diante frequentes vazamentos de dados que tivemos entre 2020 e 2021.

São centenas de milhões de dados vazados nos últimos meses, o que pode tornar datas como essa, de grande volume de trabalho, mais arriscadas para as empresas. Vale lembrar um dos casos mais recentes: em setembro, foram vazados 426 milhões de dados pessoais e 109 milhões de informações de CNPJs e placas de veículos, a partir de um banco de dados facilmente acessado pela internet. O incidente foi descoberto pelo laboratório de segurança digital PSafe e reportado à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).

Fraudes contra consumidores também podem respingar nas empresas.

Existe jurisprudência de empresas que tiveram que indenizar consumidores que fizeram compras em sites falsos — a tese é que a empresa assume os riscos da atividade ao optar pela venda de produtos na internet. Por fim, ainda existe uma questão de reputação, a imagem da empresa pode ser afetada.

A digitalização é um caminho sem volta.

Os consumidores cada vez mais vão procurar por experiências mais digitais, diminuindo o contato com outras pessoas — até por questões de segurança. Com isso, a principal dica seria a adoção de sistemas de tecnologia para diminuir o risco de fraudes contra a empresa. Nisso, entram questões como a validação de identidade, a coleta de documentos, a assinatura de contratos e até mesmo o atendimento ao cliente. Todas essas atividades são passíveis de serem realizadas por meio da tecnologia, com muito mais agilidade, conveniência e segurança.

Ou seja, é preciso ter regras bem definidas do que deve ser analisado e os parâmetros para aprovação ou reprovação de uma compra. Uma política como essa ajuda a diminuir a subjetividade das análises, já que todos da equipe sabem o que precisa ser visto antes da venda. Mas é importante, também, contar com a tecnologia. Quando falamos de tarefas repetitivas (por exemplo, análise de documentos), a tecnologia tem um potencial muito maior de realizar bem esse trabalho, pois tem total disponibilidade, não se estressa em momentos de pressão, de maior volume e fluxo de trabalho.

“Um sistema antifraude é uma opção extremamente válida para aumentar a segurança das empresas. Soluções de validação de identidade por biometria facial (como o Autentica, nosso produto de validação biométrica), por exemplo, evitam que compras sejam realizadas por pessoas mal intencionadas e são capazes de agilizar muito o processo de aprovação do cliente”, finaliza o CEO.

Criada em 2012, a Assertiva Soluções tem o propósito de trazer as melhores práticas e inovações tecnológicas para o ciclo do crédito, com maior mobilidade no formato do serviço, além de consolidar a imagem dos birôs de crédito como algo positivo para o consumidor (titular dos dados).

Leonardo Grandchamp

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