Série Estudo: 4 passos para identificar a capacidade produtiva de uma indústria

Quem trabalha em uma indústria sabe o quanto é importante manter o ritmo da empresa. Cada mercadoria que sai da linha de produção e vai para as lojas representa mais rendimento financeiro e capital para expandir seus negócios. Para ter a certeza de que está tirando o máximo de proveito de todos os recursos, o gestor deve avaliar a capacidade produtiva da empresa.

Entender a capacidade produtiva de uma indústria ajuda a avaliar se está ocorrendo produção em excesso ou falta, além de melhorar a tomada de certas decisões. Por exemplo, ao notar um aquecimento no mercado, uma indústria com produção ociosa pode mais rapidamente aumentar sua produção e atender à demanda.

Veja, neste post, como medir a capacidade da sua empresa:

1. Produção por tempo

O primeiro passo é quantificar quantas unidades saem da linha de produção em determinado período. Produtos pequenos e de rápida produção, como copos plásticos, podem ser calculados em minutos, enquanto outros maiores podem ser medidos por hora. Essa será a base para os cálculos de capacidade produtiva que serão realizados a seguir.

2. Tempo produtivo

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Com o primeiro item concluído, você agora deve multiplicá-lo pelo tempo de trabalho. O ideal é considerar um dia completo de produção, que costuma durar 8 horas em média. Se a sua produção é de 100 unidades por hora, por exemplo, então sua produção disponível diária será de 800 unidades.

A partir desse número, já é possível avaliar se a sua produção está acima ou abaixo da demanda do mercado, por exemplo. Além de ajudar a verificar quanto da capacidade produtiva é aproveitada diante dos recursos investidos.

3. Interrupções de produção

Dificilmente será possível manter um dia inteiro de trabalho a pleno vapor. Por isso, é importante medir o quanto do tempo de trabalho diário não é traduzido em produtividade.

Primeiro, considere as perdas já calculadas, como intervalos para os funcionários e manutenções agendadas. Isso vai compor a produtividade efetiva da empresa.

Em seguida, você deve acompanhar as perdas não calculadas, como funcionários ausentes, paradas por falta de matéria-prima e defeitos inesperados no maquinário. Tire uma média e use-a para calcular a capacidade produtiva realizada.

4. Calculando a eficiência

Por fim, o que você realmente precisa é saber o quão eficiente é a sua produção. Se o máximo de unidades é gerada com base nos recursos disponíveis. Para chegar a um resultado, você deve dividir a produtividade realizada pela efetiva, sendo o resultado a sua taxa de eficiência. Veja um exemplo:

  • Unidade produzidas por hora: 100;
  • Turno: 10 horas;
  • Produtividade Disponível: 1000/dia;
  • Perdas planejadas: 2h/dia = 200 unidades;
  • Perdas não planejadas: 1h/dia = 100 unidades;
  • Produtividade Efetiva: 800 unidades/dia;
  • Produtividade Real: 700 unidades/dia;
  • Taxa de eficiência: 0,875.

Considerando que a produtividade real nunca é maior que a efetiva, o maior valor de eficiência possível é 1. Quanto mais próxima ela estiver desse valor, melhor será a produtividade da empresa.

Essa capacidade é o quanto se produz em determinado período considerando os recursos disponíveis. Ela também pode ser classificada como:

·         Instalada/Teórica: aquela que é prevista no planejamento;

·         Disponível: produção total prevista pelo tempo de trabalho;

·         Efetiva: produtividade obtida no final do período, deduzindo as perdas calculadas;

·         Ociosa: parte da produtividade instalada que não é utilizada;

·         Realizada: produção real, considerando perdas não planejadas.

Agora que você sabe como calcular a capacidade produtiva da sua indústria, pode começar a atuar para aumentar o rendimento.

Via Mega

Ricardo de Freitas

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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