Chuvas no Sul e Sudeste brasileiro interromperam pontualmente a colheita de soja na semana passada em algumas regiões acompanhadas pelo Cepea.
Esse cenário e preocupações com a produtividade nacional – que pode ser menor em parte das praças – deixaram sojicultores cautelosos nas novas negociações no spot.
Pesquisadores do Cepea indicam que, por outro lado, o interesse de agentes em comercializar para o mercado externo esteve maior, mas a liquidez acabou sendo limitada pela baixa disponibilidade de espaço nos portos brasileiros.
Na Argentina, outro importante fornecedor global de oleaginosa e derivados, a escassez hídrica no período de desenvolvimento do grão e, mais recentemente, o excesso de chuva podem reduzir a qualidade das lavouras.
Diante disso, os prêmios de exportação de soja no Brasil subiram na semana passada, o que, por sua vez, influenciou também a alta nas cotações domésticas.
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Os efeitos climáticos mais intensos do El Niño pode influenciar o clima até o mês de junho no país. Além disso, já existe a previsão de La Niña no segundo semestre deste ano, quando as regiões Norte e Nordeste do Brasil recebem mais chuvas.
Por isso, a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) recomenda aos produtores de soja que redobrem os cuidados antes de fechar negócios nos próximos meses. A entidade pede que não realizem vendas imediatas e futuras e não adiantem compras.
*Com informações do Canal Rural
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