Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O auxílio emergencial foi liberado pelo governo em 2021 em quatro parcelas com valores entre R$ 150 e R$ 375. No entanto, em decorrência da pandemia, bem como pelo atraso na vacinação da população, o governo se vê obrigado a prorrogar por mais algum tempo o benefício que hoje ajuda mais de 39 milhões de famílias em todo país.
O ponto final sobre a decisão de prorrogação do auxílio emergencial ocorreu na última quinta-feira, 10 de junho, em reunião que contava com a participação de Luiz Eduardo Ramos, ministro-chefe da Casa Civil; Paulo Guedes, ministro da Economia e Onyx Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência da República.
A prorrogação do auxílio emergencial deve contar com três novas parcelas, saindo de um total de quatro para sete parcelas. Inicialmente o governo pretendia liberar o auxílio entre os meses de abril a julho, entretanto, agora o benefício se estenderá até outubro, quando o governo então deve lançar um novo programa social que substitua o Bolsa Família, aonde parte dos beneficiários do auxílio devem ser remanejados para este novo programa social.
Com relação aos valores, existem alguns projetos de lei, bem como a pressão de alguns parlamentares sobre o reajuste mais adequado para a prorrogação do auxílio emergencial, entretanto, para o governo a prorrogação deve se manter no mesmo valor, sendo:
Para ser possível viabilizar a prorrogação por mais três meses do auxílio emergencial, o governo deverá utilizar R$ 7 bilhões remanescentes do crédito de R$ 44 bilhões fora do teto de gastos aprovados pelo Congresso para a liberação do auxílio este ano.
Já o restante dos valores, que segundo o ministro Guedes, cada parcela custa em média R$ 9 bilhões, o governo federal estuda elaborar uma nova Medida Provisória (MP) pedindo a criação de um crédito extraordinário fora do teto de gastos para custear as novas parcelas do benefício.
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