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3 Doenças Ocupacionais comuns que afetam a saúde dos trabalhadores

No mundo do trabalho, a pressão constante e as condições nem sempre ideais podem impactar seriamente a saúde dos profissionais. O ambiente laboral é um dos principais influenciadores de doenças ocupacionais – aquelas que surgem como resultado direto do trabalho. Conhecer as principais doenças ocupacionais e entender seus impactos é fundamental para que você possa proteger sua saúde e, se necessário, saber os caminhos para buscar ajuda. Abaixo, vamos explorar as cinco doenças ocupacionais mais recorrentes no Brasil e seus efeitos.

1. Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT)

As Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT) são condições de saúde que surgem, principalmente, entre trabalhadores que realizam movimentos repetitivos e que mantêm posturas inadequadas por períodos prolongados. Digitadores, operários de linha de montagem e atendentes de telemarketing estão entre os profissionais mais suscetíveis a essas doenças, devido às demandas físicas de suas atividades. Essas lesões ocorrem quando o corpo é exposto a tarefas que exigem repetição constante de um mesmo movimento ou a manutenção de posturas rígidas, sem intervalos adequados para descanso.

Esses distúrbios afetam diretamente músculos, tendões, ligamentos e nervos, levando a sintomas como dores intensas, inflamações, formigamento e perda progressiva de força nas áreas afetadas, como mãos, braços, ombros e pescoço. Nos casos mais graves, a dor e a perda de funcionalidade podem ser tão intensas que o trabalhador não consegue realizar atividades diárias e, consequentemente, precisa se afastar temporária ou permanentemente do trabalho.

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De acordo com dados do Ministério da Saúde, as LER e DORT representam cerca de 30% dos afastamentos do trabalho no Brasil, sendo responsáveis por uma parcela significativa dos casos de incapacidade laboral.

2. Transtornos Mentais e Emocionais

Os transtornos mentais, como ansiedade, estresse e depressão, estão em crescimento acelerado nos ambientes corporativos, refletindo uma das questões de saúde mais urgentes da atualidade. O ambiente corporativo, marcado pela pressão constante por produtividade, longas jornadas de trabalho e a alta competitividade, cria um terreno fértil para o desenvolvimento e a intensificação desses problemas. Profissionais em setores como finanças, tecnologia e saúde, onde a pressão é constante, estão especialmente vulneráveis, mas nenhum setor está imune aos efeitos do esgotamento mental. A dificuldade em equilibrar a vida pessoal e profissional, em especial em contextos onde o trabalho remoto dilui ainda mais essa linha, torna o cenário ainda mais desafiador, levando muitos profissionais a enfrentarem esgotamento e exaustão emocional.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com maior taxa de transtornos de ansiedade no mundo, e esse dado impacta diretamente o cenário laboral. Os profissionais estão cada vez mais expostos a fatores estressantes, como prazos apertados, metas inatingíveis e, muitas vezes, falta de apoio emocional e psicológico por parte das empresas.

Dados do Ministério da Previdência apontam que os transtornos mentais e emocionais já estão entre as principais causas de afastamento do trabalho no Brasil, representando um aumento expressivo nos pedidos de licença e aposentadoria por invalidez.

3. Doenças Respiratórias Ocupacionais

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), aproximadamente 15% das doenças respiratórias graves no mundo estão diretamente relacionadas a exposições ocupacionais, o que evidencia o impacto global desse problema. No Brasil, o cenário não é diferente: a alta incidência de doenças respiratórias no setor industrial é um reflexo das condições inadequadas de trabalho em algumas áreas, onde a proteção e a ventilação são insuficientes. Fábricas, oficinas e outros ambientes industriais, que deveriam adotar medidas rigorosas para proteger os trabalhadores, nem sempre cumprem as normas de segurança, expondo seus funcionários a riscos diários.

Em ambientes industriais onde a presença de poeiras, produtos químicos e vapores tóxicos é frequente, as doenças respiratórias ocupacionais são uma preocupação constante e séria. Trabalhadores da construção civil, da mineração e de fábricas que operam com substâncias tóxicas ou partículas em suspensão estão entre os mais expostos e vulneráveis a essas doenças. A exposição prolongada a esses agentes irritantes e tóxicos pode levar ao desenvolvimento de condições graves, como a pneumoconiose – doença causada pela inalação de poeiras minerais, incluindo partículas de sílica e carvão.

Outro exemplo de doença respiratória ocupacional é a asma ocupacional, que pode se desenvolver em trabalhadores expostos a substâncias químicas sensibilizantes, como solventes, fumos metálicos e produtos de limpeza. A exposição contínua a essas substâncias pode desencadear crises asmáticas graves e persistentes, mesmo em trabalhadores que não tinham histórico de asma antes de ingressar na profissão.

Essas doenças ocupacionais representam sérios desafios à saúde dos trabalhadores e um impacto direto na produtividade e nos custos para as empresas e o sistema de saúde. O aumento de casos é um sinal de alerta para empregadores e empregados: ambientes de trabalho seguros e saudáveis são uma necessidade, não apenas uma vantagem. Por isso, ao perceber sintomas persistentes, busque ajuda médica e informe-se sobre seus direitos.

Mariana Freitas

Há 2 anos faz parte da equipe de Redação e Marketing do Jornal Contábil, colaborando com a criação de conteúdo, estratégias de engajamento e apoio no fortalecimento da presença digital do portal.

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