A neuroplasticidade e a educação: exercitar o cérebro humano potencializa as funções cognitivas

Compreender a relevância do conhecimento técnico atrelado ao socioemocional no desenvolvimento do capital humano é requisito para a construção de profissionais completos e bem-sucedidos. Quando fala de educação é imprescindível ressaltar o professor versus educador que é um agente transformador que dissemina o conhecimento com maestria e competência.

A ciência preconiza que o cérebro humano tem a habilidade de modificar suas conexões neurais e reorganizar suas funções ao longo da vida, quanto mais o exercitá-lo e nutri-lo com conhecimento e desafios potencializa em especial a memória. Isso significa que, independentemente da idade, é possível aprender e melhorar as habilidades cognitivas.

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A educação é um instrumento que impulsiona o desenvolvimento pessoal e profissional. Com o avanço tecnológico e das mudanças constantes no mundo do trabalho, é fundamental que os indivíduos estejam sempre atualizados e preparados para se adaptar às demandas da sociedade, pessoais e profissionais. A educação proporciona as ferramentas necessárias para adquirir novos conhecimentos, habilidades e competências. 

Em um cenário de constante evolução é salutar refletir sobre o conceito de envelhecimento e dos estigmas e preconceitos relacionados à idade e não relacionar ao termo estagnação ou limitação, mas como uma etapa da vida repleta de oportunidades de crescimento. 

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Com a expectativa de vida em constante aumento, é fundamental que a educação seja contínua com intuito de se manterem ativos e engajados na sociedade, em prol de potencializar a aprendizagem de novos conhecimentos e habilidades.

No contexto atual, a neuroplasticidade, elucida à capacidade do cérebro humano de ser mutável e transformador, é firmemente consolidada pela ciência. Anteriormente, acreditava-se que o cérebro não sofria alterações significativas na idade adulta, porém pesquisas recentes destacam que conexões entre neurônios, criação de caminhos neurais e novas células cerebrais podem ser geradas e potencializadas.

Essa abordagem desafia o antigo paradigma de que envelhecer é sinônimo de declínio cognitivo e perda de habilidades. Em contrapartida, sugere-se que a idade senil pode ser um período de oportunidades para o desenvolvimento com técnicas, ferramentas e atividades que estimulam o cérebro a promover a plasticidade neuronal.

A Andragogia aborda o ensino e a aprendizagem voltados para os adultos. Reconhecer que aprendem de maneira diferente é valorizar as experiências de vida, conhecimentos prévios, objetivos específicos e motivações individuais, tornando o ensino dinâmico com aplicação de estratégias que estimulem a participação ativa dos aprendizes com autonomia e relevância.

Uma nova forma de ensinar requer também uma nova forma de aprender. Estimular a criatividade, a curiosidade e a busca por autoconhecimento é propiciar que o aprendiz seja o protagonista do próprio aprendizado. 

Nesse contexto, a neurociência aliada a psicologia positiva fornece insights sobre como o cérebro aprende e como as emoções impactam o processo de ensino. Por concentrar nas forças e virtudes pessoais fortalece a resiliência, o bem-estar e valoriza o potencial. 

A integração da tecnologia e da inteligência artificial como recursos facilitadores na promoção de uma abordagem dinâmica e interativa amplia as possibilidades e enriquece o processo educacional. Os cursos online em plataformas educacionais digitais a distância são alguns exemplos de como a comunicação, o engajamento e a interação entre os aprendizes e ensinantes necessita desenvolver a empatia e a inteligência emocional.

O educador é agente de transformação, tem a capacidade de se reinventar, adotar práticas inovadoras e contribuir para construção de mentalidade positiva propiciando o desenvolvimento de habilidades técnicas especificas nos pilares socioemocionais.

O conhecimento é o diferencial no mercado de trabalho, possibilita a adaptação às constantes mudanças e a capacidade de se destacar em meio à competitividade. 

Na saúde mental, permite o desenvolvimento de habilidades de autorregulação emocional e cognitiva, promovendo o bem-estar e a resiliência. Nos relacionamentos interpessoais, propicia a compreensão mútua, o diálogo e a construção de vínculos significativos.

Refletir sobre o papel dos educadores na promoção de uma educação inovadora e inclusiva são mecanismo que impulsionam a transformação social, estimula o autoconhecimento e a resiliência. Reconhecer e valorizar sua atuação é imprescindível para a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e humanizada.

Por Kenia Maria da Silva, especialista em neurociência e psicologia positiva no desenvolvimento humano, auditoria digital, direito tributário e gestão para cooperativas, com graduação em ciências contábeis. Atua a 32 anos em contabilidade tributária para cooperativa do ramo agropecuário. Experiência em docência universitária e técnica. Esporadicamente escreve artigos e textos para publicações em blogs, sites e revistas e capítulos de livros digitais.

Leonardo Grandchamp

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