As 7 melhores cidades do Brasil para começar um negócio

Começar um negócio no Brasil não é nada fácil. Seja pela burocracia na abertura ou pela falta de estabilidade no mercado, o ambiente de negócios brasileiro impõe muitas barreiras para quem está cheio de ideias. Tratando-se de um país que está entre os 15 piores do mundo em facilidade para abrir novas empresas, segundo o estudo Doing Business do Banco Mundial, é natural que o empreendedor sinta-se desanimado.

Mas, apesar das inúmeras dificuldades que atrasam o empreendedorismo no Brasil, algumas cidades são muito mais acolhedoras para novos negócios que outras. Segundo o último Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) da Endeavor Brasil, de 2017, São Paulo é o melhor município para empreender, posição que conquistou também nos dois anos anteriores. Por outro lado, de todas as localidades analisadas, Maceió representa o ambiente mais difícil para tocar uma empresa.

A partir de notas que vão de 0 a 10, o índice desenvolvido pela Endeavor leva em conta quesitos como ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora. Se você quer saber quais são as 7 melhores cidades no Brasil para empreender e porque, veja o ranking a seguir.

1. São Paulo (SP) – nota 8,49

Segundo o ICE, São Paulo é, de longe, a cidade com maior acesso a capital para investimentos em negócios: nesse quesito de avaliação, a terra da garoa conquistou a nota 9,83 – enquanto o segundo lugar da lista, Porto Alegre, ficou 1,95 ponto atrás. Mas não é inesperado que a capital paulista consiga atrair tantos recursos, já que é a maior economia do País, com mais de 12 milhões de habitantes. No quesito Ambiente Regulatório, entretanto, a cidade ainda falha, aparecendo na distante 25ª posição. A fim de evoluir nesse ponto, a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia está mobilizando esforços para tornar o ambiente menos burocrático para empreendedores. Por meio do projeto Empreenda Fácil, vigente desde 2017, o órgão quer desburocratizar o processo de abertura, licenciamento, alteração e fechamento de empresas na cidade a partir de sistemas eletrônicos e simplificados.

2. Florianópolis (SC) – nota 8,17

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Considerada a segunda melhor cidade do Brasil para empreender, Florianópolis também está entre os top 5 quando os quesitos são Capital Humano (1º), Acesso a Capital (3º), Inovação (3º) e Cultura Empreendedora (4º). Com um ambiente propício para novos negócios, a capital catarinense vem se tornando uma verdadeira incubadora de novas ideias nos últimos anos: de acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), a cidade concentra o maior número de startups do Brasil –  quando analisado em relação à população.

3. Vitória (ES) – nota 7,30

Assim como Florianópolis, Vitória destaca-se pela nota alta no quesito Capital Humano (8,21), conquistando a 3ª posição do ranking da Endeavor. Em relação à mão de obra básica e qualificada, a capital capixaba é a segunda melhor cidade do País para empreender. Além disso, a facilidade em abrir um negócio por lá contribuiu para sua escalada no ranking – pulando do quinto lugar, em 2016, para o terceiro, em 2017.

Com projetos como o Alvará Mais Fácil, o empreendedor leva cerca de 53 dias para abrir um negócio em Vitória, enquanto a média no País é de 80 dias.

4. Curitiba (PR) – nota 7,11

Apesar de Curitiba apresentar uma pontuação baixa em Cultura Empreendedora (3,74), a capital paranaense conseguiu se manter no top 10 de cidades empreendedoras nos quesitos Capital Humano (3ª), Acesso a Capital (7º), Inovação (9º), Infraestrutura (9ª) e Ambiente Regulatório (10ª). Em apenas um ano, o município subiu 11 posições no ICE, sendo a desburocratização de serviços por parte da prefeitura um dos principais motivos para o salto.

Atualmente, o empreendedor leva só 4 dias para consultar se um imóvel é adequado para um negócio por meio da emissão da Consulta Prévia de Viabilidade. Antes, a prefeitura estimava um tempo de 40 dias de espera para acessar o serviço.

5. Joinville (SC) – nota 7,01

Apesar de ter ficado na quinta posição no ranking das melhores cidades para empreender, Joinville conquistou o primeiro lugar no ICE no quesito melhor Ambiente Regulatório. Segundo a pesquisa da Endeavor, a cidade de Santa Catarina se destaca pela rapidez no andamento de processos e pela menor complexidade tributária quando comparada a outras cidades. Essa receptividade para novos negócios estimula o comércio local. Segundo a Associação Empresarial de Joinville (Acij) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), diversas lojas e salas comerciais da região central que fecharam com a recessão econômica de 2014 estão reabrindo, mobilizando novos negócios imobiliários.

6. Rio de Janeiro (RJ) – nota 6,73

Além de subir 8 posições em relação ao ICE de 2016, a cidade do Rio de Janeiro marcou presença no top 5 em quesitos que favorecem o desenvolvimento de empresas, como Inovação (1º lugar), Infraestrutura (3º), Mercado (4º) e Acesso a Capital (5º). Em entrevista ao jornal O Globo, o coordenador da pesquisa da Endeavor Brasil comenta que o salto na colocação se deve aos investimentos realizados em infraestrutura urbana para as Olimpíadas.

7. Campinas (SP) – nota 6,7

A par de Joinville, Campinas foi a única cidade interiorana que conquistou uma posição nas 7 melhores cidades para empreender. De acordo com a pesquisa da Endeavor Brasil, o município de São Paulo apresenta o maior Produto Interno Bruto (PIB) do interior, o que desperta o interesse de empreendedores e os bolsos dos investidores. De todos os quesitos analisados, a melhor posição de Campinas foi em Infraestrutura, com a quarta posição.

E aí? Ficou inspirado para empreender em alguma dessas cidades? Não deixe de conferir o conteúdo do Vida de Dono para começar essa jornada com tudo.

Fonte Parceiro:

Ricardo de Freitas

Ricardo de Freitas não é apenas o CEO e Jornalista do Portal Jornal Contábil, mas também possui uma sólida trajetória como principal executivo e consultor de grandes empresas de software no Brasil. Sua experiência no setor de tecnologia, adquirida até 2013, o proporcionou uma visão estratégica sobre as necessidades e desafios das empresas. Ainda em 2010, demonstrou sua expertise em comunicação e negócios ao lançar com sucesso o livro "A Revolução de Marketing para Empresas de Contabilidade", uma obra que se tornou referência para o setor contábil em busca de novas abordagens de marketing e relacionamento com clientes. Sua liderança no Jornal Contábil, portanto, é enriquecida por uma compreensão multifacetada do mundo empresarial, unindo tecnologia, gestão e comunicação estratégica. Além disso é CEO da FiscalTalks Inteligência Artificial, onde desenvolve vários projetos de IA para diversas areas.

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