Auxílio Brasil pode ter reajuste automático

O Auxílio Brasil pode ter reajuste automático, pelo menos é o que quer o relator do novo programa social do governo, deputado Marcelo Aro (PP-MG), que pretende criar um dispositivo de reajuste automático do benefício e evitar perdas para a inflação, alterando as faixas de pobreza e extrema pobreza segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA).

O deputado diz que a MP que cria o Auxílio Brasil está cheia de boas intenções não determina o que é pobreza e o que é extrema pobreza. Ele fez essa afirmação durante entrevista à Folha de São Paulo.

“A MP [do Auxílio Brasil] é uma carta de boas intenções, mas ele não fala em números; não delimita o que é pobreza e extrema pobreza, por exemplo. O texto precisa trazer valores definidos e uma correção natural, como pela inflação, para que o cidadão saiba de fato o que vai acontecer”.

Segundo Aro, nas regras atuais do Bolsa Família, só há reajuste quando o Governo Federal deseja. No entanto, essa mudança que o deputado quer realizar contraria o plano do governo de não criar aumento permanente das despesas públicas.

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Existe uma promessa do Governo de reajustar o Bolsa Família que vem sendo prometido desde 2020. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já em valores de R$ 250, R$ 300 e R$ 400. No entanto, o mais provável é que o Novo Bolsa Família tenha um valor de R$300.

O último aumento do programa foi no governo do ex-presidente Michel Temer, em julho de 2018. Faixas de pobreza (critérios de entrada para o benefício) também teve seu último reajuste no governo Temer.

Ministro diz que Auxílio Brasil vai solucionar as dificuldades

Durante o evento organizado pela Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), nesta segunda-feira (20), o ministro da Cidadania, João Roma, disse ser “inadmissível” que se passe fome no Brasil. Ele ressaltou que um país como o Brasil, que produz um em cada cinco pratos de comida consumidos no mundo, desperdice cerca de 30% de tudo que produz.

Para ele, o Auxilio Brasil vai solucionar as dificuldades do cidadão de baixa renda, ajudando-o a ter direitos básicos para melhorar de vida.

“Auxílio Brasil visa dar uma resposta mostrando que as pessoas podem encontrar no Estado um parceiro para solucionar as dificuldades. Os programas de transferência sem dúvida foram um avanço e o que nós buscamos é que esse programa propicie as ferramentas necessárias para o cidadão ter os direitos básicos para melhorar de vida”, reforçou.

Jorge Roberto Wrigt

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