Foto: Isac Nóbrega/PR
O clima está tenso nos bastidores da política. Isso porque o Auxílio Emergencial que teve início em março de 2020 e que está marcado para terminar no próximo mês de outubro, pode ser estendido. O Presidente Jair Bolsonaro está sendo pressionado pela ala política.
Com a justificativa de não deixar sem renda 25 milhões de trabalhadores informais que atualmente recebem o benefício criado por conta da pandemia de Covid-19, esse prazo pode ir até maio de 2022. O secretário do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, declarou nesta última terça-feira que a pasta tem “fortes restrições” à prorrogação.
A medida vem sendo defendida pelo ministro da Cidadania, João Roma, mas sofre resistências no Ministério da Economia. Caso essa prorrogação realmente aconteça, ainda não está definido o número de parcelas e nem o valor que teriam esse benefício.
A intenção do Governo Bolsonaro é a partir de novembro lançar o Auxílio Brasil (que ficará no lugar do Bolsa Família) e terminar a concessão do auxílio emergencial. Contudo, para que essas mudanças possam ocorrer, será necessário o Senado aprovar a Reforma do Imposto de Renda para bancar o novo programa. A intenção é oferecer para os beneficiários um valor médio de R$ 300.
Atualmente, o auxílio emergencial está sendo pago em três valores, a depender da composição familiar: R$ 150, R$ 250 e R$ 375.
Este ano não foram abertas novas inscrições. O Governo Federal reavaliou todos os beneficiários aprovados para o Auxílio Emergencial, verificando se estão aptos a receber o benefício em 2021, de acordo com as novas regras.
Para poder ter direito ao auxílio deve seguir um série de critérios: ter recebido o auxílio emergencial em 2021, ser trabalhador informal ou beneficiário do Bolsa Família, ter renda familiar mensal de até três salários mínimos (R$ 3.300) e ter renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 550).
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