Auxílio Emergencial: quem terá direito a nova parcela?

O auxílio emergencial terminou em outubro, no entanto, uma nova parcela pode ser paga ainda em 2021. Está no Congresso um projeto de lei que solicita a abertura de um crédito especial de R$ 2,8 bilhões para bancar uma nova rodada do benefício.

A Comissão Mista de Orçamento da Câmara dos Deputados já deu o seu aval para encaminhar para o Senado Federal. Sendo aprovado, 940 mil pessoas poderão receber uma parcela do auxílio.

Quem terá direito?

A parcela extra do Auxílio Emergencial será para os pais solteiros que ficaram de fora no ano passado, quando o governo só concedeu o valor de R$ 1.200 para as mães solteiras chefes de família, e os pais solteiros chefes de família, o governo liberou apenas o recebimento do valor normal de R$ 600. 

Em 2020, o presidente Jair Bolsonaro vetou o pagamento em dobro para os homens chefes de família monoparentais com filhos menores. Em 2021, o Congresso, no mês de junho, derrubou o veto do presidente, abrindo caminho para uma nova liberação.

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Desta forma, os pais chefes de família, que não receberam no ano passado o valor dobrado, irão receber o valor retroativo, que pode chegar a R$ 3 mil. Caberá ao Ministério da Cidadania selecionar quem será aprovado para ter direito ao benefício. O dinheiro será liberado através do aplicativo Caixa Tem.

Quem estava recebendo o Auxílio Emergencial vai receber o Auxílio Brasil?

Quem estava recebendo o auxílio emergencial não terá direito por enquanto ao Auxílio Brasil. De acordo com o Ministério da Cidadania, não serão incluídos neste mês os beneficiários que estão na fila de espera. 

O governo informou que 2,6 milhões de pessoas que estavam sendo beneficiadas com o auxílio emergencial seriam incorporadas ao novo benefício. Os novos beneficiados pelo Auxílio Brasil devem ser incorporados a partir de janeiro de 2022.

Para ter direito ao benefício é preciso estar inscrito no CadÚnico (Cadastro Único) ou ter seus dados atualizados.

Agora em dezembro só estão recebendo o Auxílio Brasil quem já tinha direito ao Bolsa Família.

Jorge Roberto Wrigt

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