Bradesco é o novo favorito entre os ” grandes bancos”

Uma reviravolta entre os grandes bancos está mexendo com o mercado. Isso porque o Bradesco tirou o favoritismo do Itaú. Os analistas do Morgan Stanley revisitaram a sua tese para o setor bancário, com recomendações “fora da curva” do consenso de mercado.

Já que existe uma previsão de uma queda da taxa básica de juros, Selic, que atualmente permanece em 13,25% ao ano.

Ao traçar histórico dos últimos seis ciclos de flexibilização monetária, Morgan aponta que Itaú é o banco que mais “tem sofrido” com corte dos juros.

Segundo a infoMoney, com base nos ciclos anteriores de baixa de juros e no valuation, os analistas do banco reduziram a recomendação para os ADRs (recibo de ações, na prática, os papéis de empresas brasileiras negociados na Bolsa de Nova York) do Itaú (ITUB4) de overweight (exposição acima da média do mercado) para equalweight (exposição em linha com a média do mercado), reduzindo o preço-alvo de US$ 7,20 para US$ 6,80 (potencial de valorização de 25% frente o fechamento da véspera.

Imagem: REUTERS/Sergio Moraes
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Isso revela que os analistas têm uma certa preferência pelo Bradesco (BBDC4), com a recomendação overweight e o preço-alvo para o papel BBD sendo elevado de US$ 5 para US$ 5,10, ou um potencial de alta de 60%. O Santander Brasil (SANB11) também teve a recomendação mantida em overweight, com o preço-alvo indo de US$ 7,50 para US$ 8 (upside de 33%).

Leia Também: Férias: Veja O Que Mudou Nas Regras Em 2023

Taxa de juros

Vender ações de bancos quando a taxa de juros está em queda nem sempre é uma boa opção, de acordo com o Morgan Stanley.

Os analistas apontam que, com as taxas de juros no Brasil num pico, o mercado foca agora na possibilidade de flexibilização monetária durante o segundo semestre de 2023. 

“Esta discussão decorre de uma crença comum do mercado de que as ações dos bancos brasileiros têm desempenho inferior durante períodos de taxas decrescentes, uma vez que as margens líquidas de juros ficam sob pressão e, inversamente, durante os períodos de taxas crescentes, as ações de bancos tendem a ter um desempenho acima da média graças a margens melhoradas”, apontam Morgan Stanley.

Seguindo o forte desempenho do grupo no acumulado do ano — Banco do Brasil (BBAS3) em alta de 37%, Itaú +17%, Santander Brasil +13% e Bradesco +11%, contra alta de 3% do MSCI Brazil — investidores ficam de olho em como investir no setor no contexto de taxas em queda.

Jorge Roberto Wrigt

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