Chamadas
Brasil terá novo imposto sobre consumo a partir de 2026, mas o que muda na prática?

O Brasil se prepara para uma das maiores mudanças tributárias das últimas décadas. Mas será que os consumidores e empresários já sabem exatamente o que esperar? A partir de 2026, começa a transição para um novo sistema de tributação sobre o consumo, que promete ser mais simples, mais justo e menos burocrático. Mas a implementação será gradual, e muita gente ainda tem dúvidas sobre como isso vai impactar o bolso e os negócios.
A nova legislação, sancionada pelo governo, cria um Imposto sobre Valor Agregado (IVA) dual, composto pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Mas por que “dual”? Porque o IBS será arrecadado por estados e municípios, enquanto a CBS ficará sob responsabilidade do governo federal. Esses novos tributos substituirão ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI, ou seja, uma mudança profunda na forma como os impostos sobre consumo são cobrados no país.
Mas e o imposto vai ficar mais caro?
A grande questão para os consumidores é: os preços vão subir? A alíquota-padrão ainda será definida, mas o governo estima que fique em 28%, podendo ser reduzida para 26,5% até 2030. Isso significa que, na prática, a carga tributária sobre consumo pode se manter alta. Mas há exceções: produtos da cesta básica, absorventes e medicamentos essenciais serão isentos. Além disso, a reforma prevê um sistema de cashback para famílias de baixa renda, devolvendo parte dos tributos pagos em contas de luz, água, gás, telefonia e internet.
Leia mais:
- Reforma Tributária: Saiba o que muda na fiscalização e como fugir das multas
- Deixou para a última hora seu IR 2026? Veja como declarar mais rápido
- 40 horas e 2 folgas: Câmara aprova PEC que põe fim a jornada 6×1
- Governo libera saldo residual do FGTS para 10,5 milhões de trabalhadores
- Como a Trade24Seven acompanha as novas exigências de segurança digital dos brasileiros
E as empresas, como ficam?
Para os empresários, a mudança pode trazer mais previsibilidade e menos burocracia, já que o sistema de tributação será unificado e menos cumulativo. Atualmente, os impostos são cobrados sobre impostos, o que encarece a produção e gera distorções no mercado. Com o IVA, cada etapa da cadeia produtiva pagará somente sobre o valor adicionado, sem o chamado “efeito cascata”. Mas a transição será longa: a nova tributação só será completamente implementada em 2033.
A reforma prevê que nanoempreendedores, ou seja, quem fatura até R$ 40,5 mil por ano, não precisarão pagar os novos tributos. Mas autônomos e pequenos empresários ainda precisarão analisar como a mudança impactará seus negócios, já que diferentes setores terão tratamentos diferenciados.
Alguns produtos vão ter imposto maior?
Sim! O Imposto Seletivo (IS) será aplicado a produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente, como cigarros, bebidas alcoólicas e veículos poluentes. Popularmente chamado de “imposto do pecado”, ele tem o objetivo de desencorajar o consumo desses itens. Mas as alíquotas específicas ainda serão definidas em leis futuras.
A Zona Franca de Manaus continuará tendo benefícios fiscais, mas algumas vantagens competitivas foram revistas pelo governo. A justificativa é que alguns produtos da região já não têm necessidade de incentivos extras. Mas o Congresso ainda pode reavaliar essa decisão.
E os vetos do governo com o imposto? Entenda
O governo vetou 28 trechos do texto aprovado pelo Congresso. Entre eles, estavam algumas isenções para setores de segurança da informação e serviços financeiros. Mas esses vetos ainda podem ser derrubados pelos parlamentares. Além disso, a recriação da Escola de Administração Fazendária (Esaf) foi barrada, pois, segundo o governo, a criação de órgãos públicos deve partir do próprio Executivo.
O ano de 2026 será de testes, ou seja, as empresas precisarão emitir notas fiscais com os novos tributos, mas ainda não terão que recolhê-los. A ideia é avaliar o impacto da reforma e ajustar detalhes antes da implantação definitiva. Mas a expectativa é que, ao longo do tempo, a mudança traga mais crescimento econômico, menos sonegação e mais transparência na cobrança de impostos.
Agora, resta saber se essa grande reforma tributária vai realmente simplificar o sistema ou se vai gerar novos desafios para empresas e consumidores. O certo é que a mudança já começou, e todo mundo precisa estar atento para entender como isso vai afetar o dia a dia. Mas, no fim das contas, o que todo brasileiro quer mesmo é pagar menos imposto, não é?
Fique Sabendo5 dias agoProjeto dobra pena para motoristas condenados por morte no trânsito
Simples Nacional4 dias agoReforma Tributária cria novo desafio para empresas do Simples Nacional
Contabilidade3 dias agoe-BEF: Regras e obrigatoriedade da nova obrigação acessória
Imposto de Renda3 dias agoReceita faz pente-fino e cobra R$ 238 milhões de devedores do Imposto de Renda
Contabilidade3 dias agoContador para abrir CNPJ é necessário?
CLT4 dias agoA partir de terça, trabalhador pode usar o FGTS para quitar dívida no Desenrola 2.0
INSS3 dias agoINSS inicia pagamentos da 2ª parcela do 13º para aposentados e pensionistas
Imposto de Renda3 dias agoFim da Dirf e transição para o eSocial geram falhas no Imposto de Renda



























Receba nossas notícias pelo WhatsApp em primeira mão.