Carreira: A busca pelo primeiro emprego para a geração Z

O último terço da geração Z está prestes a entrar no mercado de trabalho.

Mas os nascidos entre os anos de 2007 e 2010 terão um cenário um pouco distinto em comparação aos seus antecessores da mesma geração.

É um momento de definições sobre modelos de trabalho, carreira, avanços expressos da tecnologia e ultra conexão entre as companhias e seus parceiros.

Seja em qualquer geração, procurar o primeiro emprego é um momento decisivo. Os passos iniciais são guiados pelas projeções de carreira dos futuros profissionais, o momento do mercado e as expectativas de contratações das empresas. Para isso, é preciso preparação, defende Leandro Fernandes, People & Culture Manager no ManpowerGroup Brasil.

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“Pesquisar as características da sua área é um dos primeiros passos para aqueles que buscam uma carreira. A pesquisa permite entender mais sobre os cargos pretendidos, as médias salariais e as empresas que oferecem melhores estruturas de trabalho para um futuro profissional. Essa será a base inicial para um projeto de vida e ofício”, explica o gerente. 

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Confira, a seguir, algumas orientações de Fernandes para quem está chegando agora ao mercado de trabalho: 

Invista no aprendizado constante e nas soft skills

É necessário entender as necessidades atuais das empresas e o que elas esperam dos profissionais, segundo as áreas de interesse de cada um.

Oitenta porcento dos empregadores brasileiros reportam dificuldade em encontrar talentos, revela a pesquisa “Escassez de talentos 2023”, realizada pelo ManpowerGroup. 

“Por causa dessa dificuldade, o futuro funcionário deve procurar mais do que apenas os requisitos técnicos. A busca pelo aprendizado, o conhecimento e as soft skills são considerados extremamente valiosos para os recrutadores. Esse é um tema levantado em todas as entrevistas para seleção profissional”, complementa Fernandes.

Soft skills são atributos sociais e comportamentais, que indicam como o profissional lida com o trabalho, com os colegas e consigo mesmo. A busca por elas e pelo chamado lifelong learning (a educação e capacitação constantes), são dois fatores de peso para as companhias. Aqueles que buscam o aprendizado contínuo têm maiores chances de sucesso no mercado de trabalho.

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No Brasil, ainda segundo a pesquisa, as cinco skills mais procuradas são resiliência e capacidade de adaptação (34%), raciocínio e solução de problemas (34%), tomada de iniciativa (31%), colaboração e trabalho em equipe (31%) e confiabilidade e autodisciplina (31%).

Empresas querem contribuir na sua evolução; aproveite

Aliás, as companhias estão dispostas a incentivar e custear as atualizações recorrentes de seus colaboradores. Elas precisam, portanto, encontrar profissionais dispostos a aproveitar esses ensinamentos e dar o melhor de si para evoluir enquanto profissional.

“Oitenta e dois porcento dos empregadores afirmaram que estão investindo no desenvolvimento dos seus talentos. Esse é um fator-chave: indica que as organizações estão driblando a escassez ao se mostrarem interessadas em desenvolver e manter o seu quadro pessoal, aprimorando as habilidades alinhadas com o cargo de atuação ou o cargo desejado, sejam elas técnicas ou pessoais”, conclui Leandro.

Procure culturas organizacionais com as quais você se identifique

Sabendo da importância das soft skills, do lifelong learning e do fato de que as empresas estão dispostas a contribuir na evolução dos profissionais, é o momento de procurar organizações que tenham uma cultura organizacional com a qual o colaborador se identifique. Esse já é um elemento característico da geração Z, e pode ser bem utilizado para encontrar o equilíbrio entre satisfação pessoal e profissional.

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“É a busca pelo ‘match’ entre as duas partes. Os futuros colaboradores vão entrar em uma nova jornada e, para isso, é necessário estudar a empresa que está se candidatando, buscar as referências, reconhecimentos de mercado, processos internos, entender o que fazem para valorizar e contribuir na evolução dos funcionários. Acreditar na sua organização é importante para o próprio engajamento. Com o Linkedin, sites e plataformas online, é possível encontrar as referências necessárias”, explica o gerente.

Trabalhos voluntários capacitam e dão experiência

Uma boa dica para reverter a falta de experiência e o “frio na barriga” antes de procurar emprego é fazer trabalhos voluntários. Por não ser uma modalidade paga, muitos acabam deixando essa opção valiosa de lado e desistem de se candidatar, mas o voluntariado gera um atrativo positivo no currículo.

“O trabalho voluntário te ensina todas as etapas de um emprego: como agir nos processos seletivos, aprender um ofício, lidar com chefes e colegas e ter um propósito, além de resolver uma das principais questões na busca pelo primeiro emprego, o qual é a falta de experiência. Depois de todo esse aprendizado, o trabalho remunerado será encarado com mais leveza e muito mais segurança. Ao final do voluntariado, o futuro colaborador poderá, ainda, acrescentar uma experiência valiosa no currículo, gerando mais valor e peso profissional”, complementa Leandro.

Bia Montes

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